Para quem vive conectado, navegar pela internet ou usar o WhatsApp em ônibus, restaurante ou shopping é muito melhor quando esses lugares oferecem Wi-Fi de graça: além da economia no pacote contratado, a velocidade pode ser maior. Mas há que se desconfiar - conexões gratuitas podem facilitar a invasão de hackers que buscam dados bancários, senhas e informações pessoais para utilizar de maneira ilícita. Algumas medidas, como manter os aplicativos e sistema operacional ativados, ter um antivírus funcionando corretamente e desligar a função de busca automática de redes abertas e de graça são algumas das dicas que podem ser seguidas.
Em 2015, uma menina de sete anos conseguiu invadir uma rede Wi-Fi aberta em Londres em apenas 10m54s após assistir um tutorial gratuito e detalhado no YouTube. Essa entrada, segundo o tabloide britânico "DailyMail", fez parte de um teste sobre a vulnerabilidade das redes públicas realizado pela empresa de segurança "Hide My Ass". "Se uma criança pode realizar um corte básico em uma rede Wi-Fi em minutos, imagine o dano que um hacker profissional poderia trazer", disse o diretor de marketing da HMA, Cian McKenna-Charley.
No Brasil, uma pesquisa feita pela empresa de segurança Avast em 2014 mostrou que os usuários de redes sem fio não parecem estar preocupados com a segurança de seus dispositivos móveis. Embora 8 em cada 10 entrevistados tenham afirmado que acessam redes públicas mensalmente, apenas 26% estão preocupados em ter suas informações financeiras roubadas. Veja, a seguir, como usar as redes gratuitas com segurança.
Os fabricantes dos principais sistemas operacionais e aplicativos liberam atualizações para corrigir falhas de segurança em computadores e celulares frequentemente. Por isso, é importante manter sempre a última versão disponível dos softwares e sistema operacional instalados em seus dispositivos.
As redes com senha ajudam a limitar o acesso e oferecer algum tipo de criptografia para os usuários "embaralhando" os dados que trafegam na rede. Isso evita que criminosos monitorem as atividades dos usuários. Em algumas redes abertas é preciso digitar uma senha para ter o acesso liberado. Nesse caso, significa que a empresa responsável oferece camadas extras de proteção.
Além de manter os aplicativos sempre atualizados, ter um bom programa de antivírus ajuda a criar mais uma barreira de segurança para proteger os dados dos usuários. Muitos aplicativos do tipo contam com funções extras, como localização do aparelho, backup, antispyware, firewall etc.
Se você for um usuário que acessa redes públicas constantemente uma alternativa é contratar um serviço de VPN (Virtual Private Network). Com o serviço, é possível criar uma espécie de "túnel" na internet, impedindo o acesso de cibercriminosos e protegendo os dados trafegados na rede. As VPNs também são usadas para acessar serviços em sites cujos serviços ainda não estão disponíveis no Brasil.
Embora facilite na hora de encontrar redes sem fio gratuitas, não é indicado habilitar a função de busca automática de redes Wi-Fi. Em alguns casos, é possível que seu aparelho se conecte a uma rede controlada por cibercriminosos e seus dados sejam acessados.
Evite realizar qualquer atividade que exponha informações confidenciais, como em transações bancárias. Para essas operações, procure uma rede sem fio segura e não se esqueça de estar com o antivírus funcionando corretamente.
Além do cadastro de usuário, normalmente, as conexões Wi-Fi pagas exigem dados de pagamento, como o número de cartão de crédito. Em seguida, podem pedir a inserção de login e senha que são enviados previamente ao seu e-mail.
Nem sempre. Alguns bares e lojas, por exemplo, oferecem acesso gratuito, mas antes é preciso inserir um login e senha fornecido pelo próprio local. Em outros, é preciso fazer um cadastro prévio e escolher seus dados de acesso.
Geralmente, em bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos, é preciso perguntar aos funcionários. Em alguns casos, os dados já ficam expostos em cartazes ou locais específicos. Dependendo de suas configurações no celular ou laptop, a conexão pode ser automática, no entanto, não é recomendada.
Nem sempre. As operadoras de celular, por exemplo, podem oferecer acesso a redes sem fio em locais públicos (chamados de hotspots) e cobrar ou não pelo serviço, dependendo da empresa. Também há aquelas que oferecem planos separadamente para hotspots, como o UOL Wi-Fi.