O Brasil em capítulos

Parte 3: Como novelas e minisséries contam a história da República da década de 1940 à atualidade

Nilson Xavier Especial para o UOL

O Estado Novo, a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, a primeira Copa do Mundo no país, a inauguração da TV Tupi, a primeira emissora de televisão, o suicídio de Getúlio Vargas, a construção de Brasília, o Golpe Militar de 1964, os Anos de Chumbo, a Anistia, as Diretas Já, a Nova República, o impeachment de Collor, o Plano Real, a Era Lula, o impeachment de Dilma e outros fatos históricos em personagens reais como Getúlio Vargas, Carlos Lacerda, JK, Sarah Kubitschek, Dalva de Oliveira, Herivelto Martins, Dercy Gonçalves, Maysa, Ronaldo Bôscoli, Chico Mendes e outros.

Nesta terceira e última parte do especial O Brasil em capítulos, apresentamos as obras que contam momentos do Brasil República  da década de 1940 até a atualidade. O UOL conversou com os autores Maria Adelaide AmaralAlcides NogueiraAguinaldo SilvaLauro César Muniz e Doc Comparato, alguns dos responsáveis por retratar passagens da história do país nas telinhas, sobre os processos que envolvem recriar o passado na TV e bastidores de suas produções. 

JK: o presidente que não podia ser citado na TV e virou minissérie

Reprodução/TV Globo Reprodução/TV Globo

Escalada

Alguns fatos da História do Brasil – como a construção de Brasília – foram retratados na novela, ainda que a Censura do Regime Militar vigente na época proibisse a citação ao presidente Juscelino Kubitschek. A trama começa em 1940, quando o ambicioso Antônio Dias (Tarcísio Meira) se instala na cidadezinha de Rio Pardo, no interior de São Paulo. Com a crise do café, decide investir todo seu dinheiro na plantação de algodão e vai à bancarrota, abandonando a cidade. A trama dá um salto de quase vinte anos. Antônio aventura-se na construção de Brasília, como comerciante, e acaba enriquecendo. Na última fase, já idoso, retorna a Rio Pardo para passar a limpo seu passado.

Não podia falar JK, nem Juscelino, nem Nonô [por causa da censura do Regime Militar] (...) O recurso que utilizei foi colocar o personagem do Horácio (Otávio Augusto) para assobiar ‘Peixe vivo’. Esse foi o artifício que encontrei para driblar a censura.
Lauro César Muniz, no livro "A Seguir Cenas do Próximo Capítulo"

Globo (1975)
Novela de Lauro César Muniz, direção de Régis Cardoso, com Tarcísio Meira (Antônio Dias), Renée de Vielmond (Marina) e Susana Vieira (Cândida).

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O Rei do Gado

Em 1943, no interior paulista, tem início da saga de duas famílias rivais: os Mezenga e os Berdinazzi. Ambas possuem suas fazendas de café e disputam uma faixa de terra nos limites de suas propriedades. A rivalidade não impede o amor entre Giovanna Berdinazzi (Letícia Spiller) e Enrico Mezenga (Leonardo Brício). Tampouco o casamento deles põe fim às brigas.

A crise do café é retratada na novela, bem como o Brasil na Segunda Guerra: Bruno (Marcello Antony), irmão de Giovanna, pracinha brasileiro na Itália, morre na tomada de Monte Castelo. Após o sétimo capítulo, tem início a fase definitiva da novela, na contemporaneidade, com outro elenco. 

Globo (1996) 
Primeira fase da novela de Benedito Ruy Barbosa, direção geral de Luiz Fernando Carvalho. Com Tarcísio Meira (Giuseppe Berdinazzi), Eva Wilma (Marieta), Antônio Fagundes (Antônio Mezenga), Leonardo Brício (Enrico) e Letícia Spiller (Giovanna).

 

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Aquarela do Brasil

Em 1943, o Brasil se mobilizava para enviar suas tropas para a Itália, que vivia a Segunda Grande Guerra. Nesse clima de crescente tensão mundial, se desenrola a trama da minissérie, em que a judia romena Bella Landau (Daniela Escobar) e o oficial nazista desertor Axel Bauer (Felipe Kannemberg) tentam entrar no Brasil fugidos dos horrores da guerra na Europa. É também a história da ascensão da cantora Isa Galvão (Maria Fernanda Cândido), em pleno período áureo do Rádio. Seu coração está dividido entre o músico Mário Lopes (Thiago Lacerda), que a lançou como cantora, e o militar Hélio Aguiar (Edson Celulari).

Globo (2000)
Minissérie de Lauro César Muniz, direção geral de Jayme Monjardim e Carlos Magalhães. Com Edson Celulari (Capitão Hélio Aguiar), Maria Fernanda Cândido (Isa Galvão) e Thiago Lacerda Mário Lopes).

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Joia Rara

A maior parte da trama se passa no ano de 1945, no pós-Guerra, um período de importantes transformações sociais. A menina Pérola (Mel Maia) não sabe, mas é a reencarnação de um monge budista. Ela é uma garota alegre e esperta que espalha felicidade, apesar das desavenças de sua família. Seus pais, Amélia (Bianca Bin), de origem humilde, e Franz (Bruno Gagliasso), filho de um rico joalheiro, não puderam viver o amor por conta da intransigência do avô, Ernest Hauser (José de Abreu), pai de Franz, e da presença dos vilões Manfred (Carmo Dalla Vecchia), filho bastardo de Ernest, e Silvia (Nathalia Dill), que se envolveu com Franz. Entre outros assuntos, abordados na novela, pertinentes à época, estava a luta de trabalhadores por melhores condições de trabalho.

Globo (2013/2014)
Novela de Thelma Guedes e Duca Rachid, direção geral de Amora Mautner e Ricardo Waddington. Com Bruno Gagliasso (Franz Hauser), Bianca Bin (Amélia), José de Abreu (Ernest Hauser) e Carmo Della Vecchia (Manfred).

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Maysa, Quando Fala o Coração

A vida da cantora Maysa. A trama começa em 1951, quando Maysa (Larissa Maciel) tinha 15 anos, e atravessa três décadas, terminando com sua morte, em 1977. A ascensão e o auge da carreira como cantora são entremeados com fatos de sua vida particular: o casamento com o milionário André Matarazzo (Eduardo Semerjian), a difícil relação com o filho Jayme (Jayme Matarazzo Filho/André Matarazzo), e os casos amorosos, como o produtor musical Ronaldo Bôscoli (Mateus Solano), o espanhol Miguel Azanza (Pablo Bellini) e o ator Carlos Alberto (Marat Descartes).

Globo (2009)
Minissérie de Manoel Carlos, direção geral de Jayme Monjardim. Com Larissa Maciel (Maysa), Eduardo Semerjian (André Matarazzo) e Mateus Solano (Ronaldo Bôscoli).

 

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Anos Dourados

Um retrato da sociedade moralista e repressora dos anos 50, focando a classe média carioca. O pano de fundo era o amor entre a normalista Lurdinha (Malu Mader) e o estudante do colégio militar Marcos (Felipe Camargo), proibido pelos pais da moça porque ele era filho de uma mulher desquitada, Glória (Betty Faria).

Globo (1986)
Minissérie de Gilberto Braga, direção de Roberto Talma. Com Malu Mader (Lurdinha), Felipe Camargo (Marcos) e Betty Faria (Glória).

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Agosto

O Atentado da Rua Tonelero (a tentativa do assassinato do jornalista Carlos Lacerda) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas serviram como pano de fundo para as investigações do Comissário Matos (José Mayer) acerca do assassinato do importante empresário Paulo Gomes de Aguiar. Em meio às investigações do crime, Matos é assediado por duas mulheres bem diferentes: a simplória Salete (Letícia Sabatella) e a sofisticada Alice (Vera Fischer). Entre os personagens reais retratados na minissérie, além de Vargas (representado por um figurante, Carlos Ferreira, já que aparecia rapidamente nas cenas), havia o chefe de sua segurança, Gregório Fortunato (Tony Tornado), condenado pelo Atentado da Rua Tonelero.

Globo (1993)
Minissérie escrita por Jorge Furtado e Giba Assis Brasil baseada no romance de Rubem Fonseca, direção geral de Paulo José. Com José Mayer (Comissário Matos), Letícia Sabatella (Salete), Vera Fischer (Alice) e José Wilker (Pedro Lomagno).

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Cidadão Brasileiro

Adaptação da novela “Escalada”, que o autor havia escrito para a Globo em 1975. A saga do ambicioso Antônio Maciel (Gabriel Braga Nunes), dividido entre o amor de duas mulheres, Luiza (Paloma Duarte) e Carolina (Carla Regina). Tem início no ano de 1955 e atravessa importantes momentos da história recente do país, como a construção de Brasília e os Anos de Chumbo, até culminar na atualidade.  

Record (2006)
Novela de Lauro César Muniz, direção geral de Flávio Colatrello e Ivan Zettel. Com Gabriel Braga Nunes (Antõnio Maciel), Paloma Duarte (Luiza) e Carla Regina (Carolina). 

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JK

A vida do presidente Juscelino Kubitschek, de 1902 (seu nascimento) até 1976 (sua morte). A primeira fase mostrou a infância, em Minas Gerais. A segunda – tendo Wagner Moura como o protagonista –, sua juventude, o curso de Medicina, o despertar para a política e o casamento com Sarah (Débora Falabella). 

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Na terceira fase – a maior parte da ação, tendo José Wilker e Marília Pêra como JK e a mulher, Sarah –, a ascensão como político, seu governo na presidência da República, a construção de Brasília, e, por fim, o exílio e sua morte. 

Não se discutia se JK era um político da direita, do centro, da esquerda... Tudo isso aparece na minissérie, mas a gente não toma partido. Isso cabe ao público. A função da TV é oferecer argumentos para que o público possa construir sua própria narrativa e seu próprio julgamento
Alcides Nogueira, em entrevista ao UOL

Globo (2006)
Minissérie escrita por de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, direção geral de Dennis Carvalho. Com José Wilker (JK), Marília Pêra (Sarah), Wagner Moura (JK), Débora Falabella (Sarah) e outros.

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Mandala

A trama começa em 1961, no Rio, tendo como pano de fundo a renúncia do presidente Jânio Quadros. Jocasta (Giulia Gam) é uma jovem estudante politizada, filha de Túlio Silveira (Gianfrancesco Guarnieri), militante do Partido Comunista, mas namora o alienado e místico Laio (Taumaturgo Ferreira), de família abastada. A repentina gravidez de Jocasta preocupa Laio, já que uma previsão o alerta de que seu filho o odiará. Laio providencia que o bebê seja raptado quando nascer. A novela tem um salto no tempo. Na contemporaneidade (com novo elenco), Jocasta busca pelo filho desaparecido.

Globo (1987)
Primeira fase da novela escrita por Dias Gomes e Marcílio Moraes, direção geral de Ricardo Waddington. Com Giulia Gam (Jocasta), Taumaturgo Ferreira (Laio), Marco Antônio Pâmio (Argemiro) e Walmor Chagas (Michel Lunardo). 

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Estúpido Cupido

A história se passa no ano de 1961, e a novela reproduziu os hábitos e modismos da juventude da época, na moda, músicas e danças. O concurso de Miss Brasil 1961 foi reproduzido com fidelidade no estádio do Maracanãzinho, no Rio. Esse cenário todo servia de pano de fundo para várias histórias de amor, como a do idealista João (Ricardo Blat) e a candidata a miss Tetê (Françoise Forton), e o amor maduro entre o viúvo Guima (Leonardo Villar) e a desquitada Olga (Maria Della Costa).

Globo (1976/1977)
Novela de Mário Prata, direção de Régis Cardoso. Com Leonardo Villar (Guima), Maria Della Costa (Olga), Françoise Forton (Tetê) e Ney Latorraca (Mederix).

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Anos Rebeldes

A conturbada história de amor entre os estudantes Maria Lúcia (Malu Mader) e João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), impossibilitada pelas diferenças de ideais de cada um. Ela queria uma vida calma, com algum conforto, e ele, politizado, entrou para a luta armada num dos períodos mais tensos da história recente do Brasil. A trama começa com o golpe de 1964, em que o Regime Militar instaura a ditadura e persegue opositores ao governo. A história se estende até 1971, no auge dos “Anos de Chumbo”, quando o casal já não consegue mais ficar junto. Um prólogo, em 1979, mostra João Alfredo voltando ao Brasil beneficiado pela Lei da Anistia.

Globo (1992)
Minissérie de Gilberto Braga baseada nos romances “1968, O Ano Que Não Acabou”, de Zuenir Ventura, e “Os Carbonários”, de Alfredo Sirkis, direção geral de Dennis Carvalho. Com Malu Mader (Maria Lúcia), Cássio Gabus Mendes (João Alfredo) e Cláudia Abreu (Heloísa).

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Amor e Revolução

O Golpe de 1964 marca o início da trama, em que a líder do movimento estudantil Maria Paixão (Graziella Schmitt) conhece e se apaixona pelo jovem major do exército José Guerra (Cláudio Lins), num amor que enfrenta obstáculos sociais e ideológicos em um dos períodos mais negros de nossa História recente. A novela retratou o auge dos “Anos de Chumbo”, entre as décadas de 1960 e 1970.

SBT (2011)
Novela de Tiago Santiago, direção geral de Reynaldo Boury. Com Claudio Lins (José Guerra), Graziella Schmitt (Maria Paixão) e Thaís Pacholek (Mirian).

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Senhora do Destino

A primeira fase da novela acontece com a chegada ao Rio de Janeiro da nordestina Maria do Carmo (Carolina Dieckmann), em 13 dezembro de 1968, no dia em que é assinado o AI-5. Em meio ao tumulto do povo em confronto com a polícia, Maria do Carmo tem sua bebê recém-nascida raptada por Nazaré Tedesco (Adriana Esteves).

Decidi situar naquele dia a chegada da personagem principal ao Rio de Janeiro, quando ela passava por todas aquelas coisas terríveis que marcariam sua vida. Sem que ela percebesse, estava acontecendo uma tragédia histórica que afetaria o país inteiro.
Aguinaldo Silva, no livro "Autores, Histórias e Teledramaturgia" (Memória Globo)

A trama desloca-se para a contemporaneidade, quando Maria do Carmo (agora Susana Vieira) ainda luta para reencontrar sua filha desaparecida, que fora criada por Nazaré (agora Renata Sorrah).

Globo (2004)
Primeira fase da novela de Aguinaldo Silva, direção geral de Wolf Maya. Com Carolina Dieckmann (Maria do Carmo), Adriana Esteves (Nazaré Tedesco), Gabriel Braga Nunes (Dirceu) e Marília Gabriela (Josefa).

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Dona Anja

A novela teve como pano de fundo os acontecimentos sociais que marcaram o ano de 1977, em que se passava sua trama. Desta forma, a produção abordou a Lei do Divórcio, o Regime Militar, os sequestros políticos, a corrupção, a liberação da mulher, sexo e drogas. Dona Anja, vivida por Lucélia Santos, era a proprietária do bordel da cidade, frequentado pelos seus mais ilustres moradores, que discutiam esses assuntos “quentes”.

SBT (1997)
Novela escrita por Yoya Wursch e Cristianne Fridman baseada na obra de Josué Guimarães, direção geral de Roberto Talma e José Paulo Vallone. Com Lucélia Santos (Dona Anja) e Jonas Mello (Quineu Castilhos).

Divulgação/TV Globo Divulgação/TV Globo

Decadência

Fatos marcantes da história política recente do Brasil serviram como pano de fundo para a trama, que compreende o período que vai de 1984, com a participação de personagens nas “Diretas Já”, passa pela campanha e eleição de Fernando Collor à presidência da República, e culmina com o impeachment contra ele, em 1992. Como história central, o romance entre a politizada Carla Tavares Branco (Adriana Esteves), de família tradicional, mas falida, e o pastor evangélico Mariel (Edson Celulari), que enriqueceu criando uma igreja e explorando a fé do povo.

Globo (1995)
Minissérie de Dias Gomes baseada em seu romance homônimo, direção de Roberto Farias e Ignácio Coqueiro. Com Edson Celulari (Mariel), Adriana Esteves (Carla), Zezé Polessa (Jandira) e Stênio Garcia (Tavares Branco Filho).

Divulgação/TV Globo Divulgação/TV Globo

Queridos Amigos

O cenário é São Paulo no ano de 1989. A minissérie narrou a história do reencontro de um grupo de amigos que tiveram uma relação muito forte durante os anos 1970, quando eram estudantes. Foram separados pela vida, relações amorosas ou fatos políticos – alguns personagens foram torturados nos Anos de Chumbo, ou presos políticos, ou exilados que retornaram ao país com a Anistia. Eles voltam a se encontrar por intermédio de Léo (Dan Stulbach), que descobre que tem uma doença incurável e pouco tempo de vida. Esse reencontro reaviva antigas feridas, rancores e amores mal resolvidos.

Globo (2008)
Minissérie de Maria Adelaide Amaral baseada em seu romance “Aos Meus Queridos Amigos”, direção geral de Denise Saraceni e Carlos Araújo. Com Dan Stulbach (Léo), Débora Bloch (Lena) e Denise Fraga (Bia).

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Plano Alto

A minissérie reproduziu as manifestações populares de 2013. O jovem Rico (Bernardo Falcone), filho e neto de políticos, se envolve com a “black block” Lucrécia (Carla Diaz), com quem vive uma relação intensa, entre manifestações de protesto e ocupações políticas em prédios públicos. Seu avô (Gracindo Jr.), governador do Estado, pegou em armas contra a Ditadura (no início dos anos 1970), e seu pai (Milhem Cortaz), deputado federal, foi cara pintada no processo de impeachment de Collor (no início dos anos 1990).

Record (2014)
Minissérie de Marcílio Moraes, direção geral de Ivan Zettel. Com Gracindo Jr. (Guido Flores), Milhen Cortaz (João Titino) e Jussara Freire (Dora).

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