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José Trajano põe a língua no divã e conta tudo: das bebedeiras com Sócrates ao ciúme de Pedro Bial

Luiza Oliveira e Vanderlei Lima Do UOL, em São Paulo
Reprodução

Falar o que pensa, sem filtro ou papas na língua. Esse é um dos pontos fortes de José Trajano. Foi assim que ele arrumou muitos problemas e alguns processos na vida, mas também construiu uma das carreiras mais respeitadas do jornalismo esportivo brasileiro.

E foi justamente para falar muito, por quase três horas, que ele atendeu a reportagem do UOL Esporte em um bar de São Paulo. Um lugar com alma carioca e origem tijucana como ele. Antes do horário combinado, no meio da tarde de uma terça-feira, ele já estava sentado em uma mesa de canto tomando sua cerveja.

Um luxo que ele só pode se dar por ter deixado a direção de jornalismo da ESPN quase cinco anos atrás, apesar de ainda atuar como comentarista do canal. Entre um gole e outro e um abraço no amigo Mino Carta que acabara de pegar uma mesa no bar, ele falou sobre o jeito explosivo, a gota d'água na ESPN, as brigas que colecionou e as mulheres que amou.

Amigão surtou e deixou o programa no ar. Mas foi Trajano quem pagou o pato

Perseguido e taxado de "petralha"

Engana-se quem pensa que Trajano é petista. Nunca foi. Na verdade, se assume como Brizolista (Leonel Brizola) e Darcyzista (Darcy Ribeiro). Mas é um homem de esquerda por convicção e contra o impeachment de Dilma Rousseff. Já criticou publicamente as vaias que a ex-presidente recebeu na Copa do Mundo e fez campanha para a população ir às ruas.

A militância custou caro. Acabou perseguido, ameaçado e impedido de entrar ao vivo em um jogo na Arena Corinthians durante a Copa por torcedores que tentaram agredi-lo. Na internet não foi diferente. "Fico indignado é com o seguinte: tem esse negócio de rede social, que qualquer coisa que eu falo nego começa a xingar. Agora é perseguição com 'petralha'. Eu falo do Cristiano Ronaldo, nego me chama de petralha; vou falar do Messi, é petralha".

O jornalista até precisou trocar o número de celular por conta das ofensas e fez questão de documentar os agressores. "Esse meu celular aqui é outro, eu troquei. Começaram a me ameaçar. Começaram a falar 'vou te pegar na rua', sua carreira acabou', 'petralha safado'. (...) Agora parou, mas se um dia acontecesse algo comigo, certamente partiria de algum débil mental desse aqui".

Ele ainda protagonizou uma briga com o colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo depois de ambos trocarem críticas em seus veículos. “Aí esse débil mental do Reinaldo Azevedo começou a me esculhambar na coluna dele. Eu disse na televisão que esse pessoal que vaiava era porque era estimulado por gente tipo ele, e ele começou, durante um mês, a escrever falando de mim, esse negócio todo”.

Roberto Nemanis/SBT Roberto Nemanis/SBT

Crítica a Gentili e as saias justas por falar demais

Trajano se recusa a ser apenas um comentarista de futebol. Para ele, jornalista esportivo tem que se engajar na política e em tudo que interessa à sociedade. Por isso, não titubeia em usar seu espaço na ESPN para falar o que pensa. Muitas vezes cria saias justas. O episódio mais famoso recentemente foi a crítica à participação do humorista Danilo Gentili em um programa da casa.

"Alguns não gostaram do negócio que eu falei do Danilo Gentili, mas fora todo mundo gostou, de modo geral. Mas não gostaram porque eu esculhambei a produção do programa. Falei: 'Pô, para convidar um cara como esse, só uma produção alienada que não acompanha o que acontece pelo mundo'. E foi naquela semana do estupro lá no Rio de Janeiro, a coisa estava quente. Chamaram para conversar, e eu sou assim. Talvez tenha sido deselegante com a produção, mas...”

E o que a TV acha disso? Não existe uma censura, mas já pediram para ele dar uma maneirada. "Já me chamaram algumas vezes. Na primeira vez foi essa briga com o Reinaldo Azevedo. Chama para dizer que é chato, que pegou mal, 'se puder evitar, é melhor'. E eu respondo que sou assim, vou fazer o quê?”.

Será difícil fazer Trajano mudar de filosofia:. "A imprensa esportiva também tem que se posicionar politicamente, não tem que ser um bando de alienados. O grande erro do chamado jornalista esportivo é que a grande parte deles é alienada, sim, não tem nenhuma consciência política. Sou politizado. Tenho minha posição política e não vou esconder de ninguém. Como não escondo o time que eu torço. (...) Na hora que o jornalista esportivo deixar de ser bundão e tomar coragem, talvez esse jornalismo esportivo melhore, mas tá difícil”.

Divulgação Divulgação

A gota d'água na ESPN

Foram 17 anos dedicados à ESPN como chefe. Dia e noite, noite e dia. De alma e de coração. Mas uma hora o ciclo tem um fim. Certo dia em uma reunião do canal, Trajano criticou a falta de comunicação da equipe. Foi interrompido por uma funcionária nova na casa que o questionou e disse que estava tudo ótimo.

"Aí eu não aguentei, mandei para aquele lugar. Você cria, depois de 17 anos vem alguém com três meses... Saí dali e não voltei mais. Fui para casa e no dia seguinte pedi demissão, aí fiz um acordo”.

Àquela altura, ele e todos os corredores da redação já sabiam que a saída da chefia era questão de tempo. E foi na hora certa porque tudo já pesava. O mercado, o desgaste, a pressão pela audiência, a intensidade do trabalho, as pessoas novas que começaram a ocupar cargos importantes.

“Defendo até a tese que já queriam me mandar embora havia muito tempo. Por muita gente lá dentro eu já teria ido, porque sempre fui uma pedra no sapato. Eu não admitia que o comercial se metesse muito na redação. Digo 'aqui não, vocês estão lá, nós aqui'. O marketing... Todas essas coisas novas, dessa modernidade de hoje, eu questionava pesquisa, esses mecanismos de medição”, diz. 

A ficha demorou a cair. Depois de tanta dedicação, Trajano passou ainda uns dois anos dando bronca na redação sem autoridade de chefe. “Fiquei um pouco perdido por ter que tirar o pé. Aquilo me tirou o chão, e eu fiquei insuportável”, diz ele que já se acostumou e tenta ver o canal como uma página virada. "O que eu fiz está feito, se foi bom ou ruim não tem conserto mais. Tem um grande valor que tenho, que é ser pioneiro e fazedor de uma série de coisas. E é a vez deles. Trajano agora é um retrato na parede, igual Getúlio Vargas."

Reprodução/TV UOL Reprodução/TV UOL

Os comentaristas engraçadinhos falam um monte de asneira

Trajano não pegou a fase da guerra pela audiência que já dominou a TV fechada. Ainda bem. Ele reclama do domínio do marketing sobre o jornalismo e mais ainda da mistura de jornalismo com entretenimento tão comum hoje em dia. É aí que surge um tipo que ele detesta: os comentaristas engraçadinhos.

“Tem quem tente virar personagem. Tem muita gente metido a engraçadinho, eles confundem, começa a ser piadista, falar um monte de asneira e achar que faz parte. Para mim não faz. Eu detesto isso. O cara não precisa ser sisudo, rancoroso, não é isso. Não é para todo mundo ser fechado. Mas não precisa ser palhaço também. (...) O humor é para quem sabe fazer humor, jornalista não sabe. Jornalista se mete a fazer humor e faz pessimamente, fica caquético, imbecil. Claro que, o que tem de imbecil dando sopa aí, eles gostam", diz Trajano, que critica a falta de bagagem dos comentaristas atualmente.

“O grande problema é que tem gente que entra na profissão que nunca passou por uma redação, nem de jornal, nem de televisão, rádio, nada, e já vira comentarista. O cara vira comentarista da noite para o dia”.

Ele ainda lamenta a audiência ser vista como prioridade. “É a vitória do marketing, que só pensa nisso. Todo mundo sabe que audiência não é sinônimo de qualidade, não tem nada a ver com qualidade, mas esse pessoal de novas mídias, marketing, planejamento estratégico, só vem perturbar a vida do jornalismo. Vêm de empresas americanas que vendiam chiclete e entram dentro de um veículo cujo produto maior, final, é o jornalismo e começam a interferir com pesquisas, normas e tal. Isso está arrasando”.

A fama de bravo: Por que ninguém podia almoçar ou tirar férias...

Marcelo Soubhia/Folhapress Marcelo Soubhia/Folhapress

O infarto "veio para o bem"

Ritmo puxado de trabalho, pressão do cargo, vida boêmia sem hora para dormir, cuidado zero com a saúde. Uma hora o corpo cobra a conta. E a fatura chegou um mês depois de deixar a diretoria da ESPN. Trajano sofreu um infarto. Por sorte, há males que vêm para o bem.

"Tive uma pressãozinha aqui, mas não passei mal. Aquele negócio do cara vomitar, ficar com febre, nada, nada. Eu sentava meio de lado, pensei que poderia ser algo muscular, gases. Aí quando você vê é um infarto. Às vezes infarto é assim, não tem esse negócio de subir que nego fala. Não vou dizer que gostaria de ter outro, mas este que tive me impressionou. 'E aí, acabou?', 'acabou', 'ah, não brinca'. E acabou, é coisa de maluco".

A vida mudou muito, e aquela rotina maluca ele jura não querer nunca mais. Depois do enfarte, parou de fumar, melhorou a alimentação, emagreceu, foi para a academia. Agora se dedica aos seus livros - está escrevendo o terceiro chamado Os Beneditinos -, comenta na ESPN e tem projetos em parceria com o Sesc.

Os passatempos de uma pessoa normal, antes impensáveis, também passaram a fazer sentido: ouvir discos de vinil, sair para jantar, ir ao cinema, namorar, ver os filhos. E ainda cultivar o sonho de um dia morar em Portugal. “Aquela loucura que era, de ficar vendo televisão, isso acabou. Sou muito mais tranquilo hoje do que fui anos atrás. Senão eu já teria morrido".

Foi para a Europa atrás de um grande amor e acabou preso

Tricia Vieira/Divulgação Tricia Vieira/Divulgação

O ciúmes de Pedro Bial e a distância dos filhos

Separações nunca são fáceis. Trajano sabe disso. Quando acabou seu primeiro casamento com a também jornalista Renée Castelo Branco, ele encarou a dor de ficar distante não só dela, mas também dos filhos. Marina e João se mudaram para a Inglaterra pouco depois por causa do novo casamento da mãe com Pedro Bial, que na época foi para Londres ser correspondente da TV Globo.

Bial vestiu o papel de pai e sempre tratou os enteados como seus próprios filhos, mas o ciúme de Trajano era da mulher. “Quando a gente separou, eu gostava dela, então isso aí demorou um pouco para mim. Então me deu mais ciúmes no sentido de eu com ela, do que ele com os filhos. Mas na hora também que senti que não queria mais nada com ela, passou, e que ele tratava muito bem dos filhos, falei 'que bom, eles têm dois pais'. Queria eu ter dois, três pais. Quem não queria ter? Melhor que não ter nenhum, ou meio", disse.

Mas hoje é tudo muito bem resolvido. "É uma relação muito boa, porque como ele trata meus filhos como se fosse um segundo pai, sempre fez muito bem a eles, eu só tenho a agradecer. Posso ter minhas diferenças com ele, ideológicas, mas isso nunca colocamos na mesa. A gente se encontra, se respeita”.

A distância dói até hoje e sempre vai doer, mas ele celebra a boa relação e, principalmente, a vida estruturada que hoje os filhos têm na Europa. João Castelo Branco é correspondente da ESPN na Inglaterra e Marina é professora e mãe da pequena Cora. “Na verdade a distância é uma merda, principalmente com as netas. (...) Nós tentamos adaptar, não tenho jeito de mudar isso. A não ser que eles me abriguem por lá, eu fico só no pub tomando uma cervejinha, e eles bancando tudo, arranjando cidadania e tal”, brinca.

Uma separação traumática

Um dos momentos mais difíceis da vida de Trajano foi ver a esposa definhar vítima de um câncer no cérebro e tomar a dura decisão de se separar. Não havia mais relação de homem e mulher com a também jornalista Célia Chaim, a doença havia assumido o controle. Trajano foi forte para tomar a decisão, mas a culpa veio na mesma medida do sofrimento.

Todo mundo dizia: separa. Ela mesmo pressionava, porque dizia que era injusto a gente conviver com expectativas de vida tão diferentes. O caso dela não tinha mais jeito. E eu me achava uma espécie de um traidor, de o cara sair fora na hora que ela precisava. Então fui adiando, adiando. Mas aquilo ali me deixava muito transtornado e ela, incomodada também porque via que ela não era mais aquela pessoa

Célia Chaim, com quem Trajano teve o filho caçula Pedro e ganhou o enteado Bruno, morreu em janeiro deste ano depois de uma batalha de mais de 15 anos contra a doença. Mesmo separados, a amizade se manteve e ele continuou dando assistência até os últimos dias.

"Nos últimos tempos não (tinha relação de casados), porque ela ficou muito doente. E eu tentando ali, até uma hora que foi melhor para todo mundo. Todo mundo entendeu: meus filhos, e tal, que foi a melhor situação. E eu continuei aquele cara que, de vez em quando, ia lá, dava assistência, até o final da vida", disse.

 

Paulo Whitaker/Folhapress Paulo Whitaker/Folhapress

Dividiu a casa e um barril de chope com Sócrates

Na década de 80, Trajano deu um tempo no jornalismo e decidiu se mudar para a Itália. A separação de Renée ainda estava latente, e a Itália era o lugar ideal para dar uma espairecida com a nova namorada. Lá morou em uma pensão e começou a frequentar a casa de Sócrates. Foram muitas noites entre vinhos e cervejas até que o jogador, que atuava na Fiorentina, o convidou para morar com ele.

Não demorou a arranjarem um barril de chope, que já começava a ser exigido nas primeiras horas da manhã. "Ele comprava um punhado de cervejinha pequena e, às vezes, deixava até do lado de fora, gelando. Tinha vez até que estourava, esquecia lá, porque fazia muito frio. Falei 'pô, será que aqui não tem chope? Era melhor comprar um barril, deixava aqui na cozinha'. E ele comprou um barril. De manhã a gente já começava com o barril já".

“O Sócrates era um cara muito peculiar, diferente, muito próprio. Ele não era para jogar bola: fumava, bebia, não fazia preparação física e ainda queria ficar acordado a noite toda. Pensava em outras coisas e ainda jogava pra burro. O Raí foi um atleta, o Sócrates não".

Não fuja dessa

Leonardo Soares/UOL Leonardo Soares/UOL

Fã do São Paulo?

"Esse negócio de torcer para o São Paulo é o seguinte: como o Pedro e o Bruno (filho e enteado) torcem para o São Paulo, eu torço para o São Paulo. Não como torcedor, mas gosto que o São Paulo vença por causa deles. Estou vendo o jogo do São Paulo, gol do São Paulo. Sabe como você sabe se torce para um time? Fez o gol, você comemora e pronto"

Folhapress Folhapress

Reinaldo Azevedo

"Não gosto de falar de Reinaldo Azevedo porque acho perda de tempo, tem pessoas mais interessantes, mais inteligentes e honestas para falar. Ele cismou comigo porque ele escolhe para Cristo dependendo da crítica que ele recebe. O que ele fez comigo durou um mês e acabou. E ele me sacaneava, não sabia quem eu era, desafiou para um debate e ficou provocando"

Rivaldo Gomes/Folha Imagem Rivaldo Gomes/Folha Imagem

Milton Neves

"Ele me processou. Perdeu, né? Eu e o Juca somos contra esse negócio de merchandising. E quando escolheram o Felipão para técnico da seleção, o Ricardo Teixeira ligou para ele. Ele foi para o rádio e se vangloriou. E tinha um Linha de Passe à noite, e eu abri dizendo 'Milton Neves não me representa não'. Ele falou que eu acusei ele, ofensas. Talvez eu tenha dito algumas coisinhas...

Mandei mal nessa

Reprodução Reprodução

Trocou os times na transmissão

"A Cultura comprou o Campeonato Alemão e eu fui comentar. Começou o jogo, bola para cá e para lá, essa coisa, e com 15 minutos de jogo entra um cara correndo no estúdio: 'olha, estão ligando aqui, diz que está tudo errado. Vocês estão narrando os times trocados'. E eu digo: 'Pelo amor de Deus, não diz uma coisa dessas. E agora?'. E o narrador: 'O que eu faço?'. Aí fiz uma cascata. 'Telespectador da Cultura, a Cultura está inovando no futebol trazendo um campeonato completamente diferente para nós. Erros a gente vai cometer durante essa trajetória, como por exemplo estamos cometendo agora. Esse time aí é o outro, o outro é o um'. Bom que estava 0 a 0."

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Demitido por ironizar dirigente

"Padilha (o major Sylvio de Magalhães, 1º da esq) era o Nuzman da época, presidente do COB. Quando acabou a Olimpíada, em 84, o Brasil para variar foi uma vergonha. Aí nós botamos uma capa com foto de página inteira. Botamos uma foto dele encostado em um muro e só um título em cima: 'Vai pra casa, Padilha'. Porque era um bordão do Jô Soares na época e eu gostava, estava louco para usar. Fui três vezes editor de esportes da Folha, mas desta vez eu fui demitido. Fui demitido pelo Otavinho Frias, porque ele se sentiu traído porque estava de plantão e foi para casa. Ele perguntou: 'Tudo normal para amanhã na editoria?'. Eu disse: 'Tudo normal'. Para mim era normal, mas para ele não era."

Segue ou bloqueia?

  • Juca Kfouri

    "Meu irmão. Virou uma dupla sertaneja: Juca e Zezinho."

    Imagem: Divulgação
  • Michel Temer

    "Traidor, traidor e traidor. Fora, Temer."

    Imagem: Renato Costa - 29/ago.2016/Folhapress
  • Marco Polo Del Nero

    "Del Nero? Ah... Isso é tudo de ruim. Quando olho para o Marco Polo, vejo o Temer. Até confundo, acho que os dois são a mesma coisa."

    Imagem: Marcelo Sayão/EFE
  • Jair Bolsonaro

    "Ah, isso... É uma coisa de retroagir. É um passo atrás ou muitos passos atrás. É uma demência, um escárnio. Triste o país que tem um Bolsonaro."

    Imagem: Myke Sena/Framephoto/Estadão Conteúdo
  • Dilma Rousseff

    "Adoro, respeito. Acho que ela fez um governo incompetente, mas incompetência não justifica um impeachment. Então ela foi golpeada. Acho que teria que voltar para cumprir o mandato até o fim porque democracia é assim. Em 2018 a gente elege outro."

    Imagem: Reprodução/TV Senado
  • João Palomino

    "Está tendo a chance da vida dele, de se afirmar como profissional. Não como profissional que era, narrador, mas como executivo. Tomara que se dê bem, mas tem muita estrada pela frente ainda. Eu fiquei 18 anos, ele está no quinto ano."

    Imagem: Divulgação/ESPN
  • Galvão Bueno

    "O Galvão é muito competente, é um excelente narrador. Mas o fato de ser um narrador da Globo, o cara se infla muito e começa a se achar a voz do Brasil. Isso atrapalha ele como narrador, que é um cara que sabe muito de futebol, Fórmula 1, basquete. Ele é preparado, mas virou uma estrela. E se deixa muito levar por isso, mas é um bom sujeito."

    Imagem: Reprodução
  • Ricardo Teixeira

    "No meu livro novo conto uma história que o grande rival do São Bento era o Santo Inácio. Ele estudava no Santo Inácio, e eu no São Bento. Tem um amigo meu, o Dudu, que jura que teve um jogo que saiu pancadaria, que eu queria brigar com todo mundo, que o Teixeira estava ali. Fico me perguntando 'será que dei umas porradas nele?' Deveria ter dado."

    Imagem: Steffen Schmidt/Efe

Boas frases da entrevista

Uma coisa que fiz na minha vida, não me arrependo, e me orgulho: amei todas as mulheres que eu tive. Foram muitas. Isso é interessante. E me dou bem com todas elas. Então sinal de que fui um bom sujeito

José Trajano

José Trajano, sobre os seus relacionamentos amorosos

Já dei autógrafo como Erasmo Carlos. Agora o Erasmo ficou mais estragadinho. Ele era maior e tal. Mas há uns dez anos a gente chegou a parecer. Vamos dizer que uma em cada mil pessoas podem chamar de Erasmo, mas naquela época era um em cada dez

José Trajano

José Trajano, sobre a semelhança com o Tremendão

Meu pai perguntou para o chefe se para ser jornalista tinha que chegar em casa de madrugada e bêbado. Porque eu chegava em casa já... Jornalista naquela época bebia e fumava que nem gambá. Jornalista que não bebesse nem fumasse, teria que ser muito bom para não ser olhado de esguelha

José Trajano

José Trajano, sobre o início da carreira no Jornal do Brasil

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