REUTERS/Ricardo Moraes Os brasileiros Diogo Jerônimo da Silva, Gustavo Araújo, Daniel Silva (com o guia Heitor Oliveira Sales) e Felipe Gomes (com o guia Jonas Silva) conquistaram, nesta terça-feira (13), o ouro no revezamento 4x100m da classe T11-13 (para atletas com deficiência visual).
Foi o único título do país-sede no sexto dia de Paraolimpíada. Além do ouro, o Brasil assegurou mais quatro pratas e três bronzes. Ao todo, são 43 medalhas nesta edição dos Jogos, resultado que coloca a delegação nacional na quinta colocação do quadro geral, atrás de China, Grã-Bretanha, Ucrânia e Estados Unidos, pela ordem.
A equipe brasileira dominou a prova e ainda viu uma falha dos chineses para garantir a primeira colocação com direito a novo recorde paraolímpico: 42s37, superando os 42s66 da equipe russa em Londres-2012. A China ficou com a prata e o Uzbequistão garantiu o bronze.
AL TIELEMANS/AFP O brasileiro Mateus Evangelista chegou a bater o recorde mundial do salto em distância da classe T37, mas não conseguiu o ouro. O primeiro lugar ficou com o chinês Guangxu Shang que superou a marca histórica do brasileiro.
Em seu segundo salto, Mateus conseguiu 6m53, oito centímetros a mais que o recorde mundial. No entanto, na terceira tentativa do chinês, Shang chegou a 6m77.
Mateus Evangelista Cardoso já havia disputado a prova dos 100m rasos da classe T37 e quase beliscou uma medalha, terminando na quarta colocação. O atleta de 22 anos ainda buscará mais um pódio nos 400 m rasos em prova que será disputada a partir da próxima quinta-feira.
REUTERS/Sergio Moraes Evanio da Silva conquistou a segunda medalha do Brasil nesta terça-feira. Ele levantou 210 quilos e ficou com a prata no levantamento de peso para atletas de até 88 quilos.
O brasileiro levantou a mesma quantidade de Sodnompiljee Enkhbayar, da Mongólia, mas nos critérios de desempate (peso do atleta), Evanio levou a melhor.
O título da categoria ficou com Mohammed Khalaf, dos Emirados Árabes. Ele levantou 220 quilos para a conquista do ouro.
Marcelo Regua/MPIX/CPB
Alexandre Loureiro/Getty Edson Pinheiro conquistou a primeira medalha do Brasil desta terça-feira dos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro ao ficar na terceira colocação da prova dos 100m rasos da classe T38 (paralisia cerebral).
O atleta de 37 anos completou a prova em 11s26, o mesmo tempo do sul-africano Neille Dyan Buis, faz ficou com a medalha de bronze após análise no "photo finish".
"Foram cinco segundos que duraram uma hora. É uma eternidade. Depois foi explodir de alegria. Vai ser inesquecível”, disse o atleta sobre a espera pelo resultado em entrevista ao "Sportv".
O ouro ficou com o chinês Jianwen Hu, que bateu o recorde mundial da prova com 10s74. A prata ficou com o australiano Evan O’Hanlon, com 10s98.
REUTERS/Sergio Moraes André Brasil e Phelipe Rodriguês subiram no pódio dos 100 m livre. Nesta terça-feira, na decisão da natação, os brasileiros conquistaram a prata e o bronze, respectivamente, e ficaram atrás apenas do ucraniano Maksym Krypak, dono da medalha dourada. Esse foi o primeiro pódio duplo do país na modalidade nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro.
Os brasileiros até viraram os primeiros 50 m à frente do rival, com Phelipe liderando, seguido de perto por André. No entanto, depois da virada, o ucraniano demonstrou uma reação impressionante para cravar 51s08 e terminar com a primeira posição. André Brasil anotou 54s37, euqnato Phelipe ficou com 51s48.
A prova foi válida pela classe S10 da natação, quando os atletas possuem uma afetação leve de uma ou duas extremidades ou comprometimento leve de uma ou diversas articulações.
Reprodução / Twitter / CPB Bruna Alexandre garantiu mais uma medalha ao tênis de mesa brasileiro nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, a primeira de uma mulher na competição. Nesta terça-feira (12), em partida válida pelo terceiro lugar da competição, ela superou a dinamarquesa Sophie Walloe por 3 sets a 0, com parciais de 11/2, 13/11 e 11/8, para ficar com o bronze.
A disputa do terceiro lugar era realizada pela classe 10, onde se encaixam atletas com amputação de um terço do antebraço do braço livre, com função normal do braço utilizado para jogar, ou deficiência muscular mínima em uma das pernas.
Bruna Alexandre esteve presente na campanha polêmica da revista Vogue, quando Paulinho Vilhena e Cleo Pires, embaixadores da Paraolimpíada, apareciam em fotomontagens. Nas imagens, Vilhena foi fotografado com uma perna mecânica, enquanto Cleo estava com um dos braços amputados, representando a deficiência da nova medalhista de bronze do tênis de mesa.