Saúde de Ferro

Seu filho ingere ferro suficiente para crescer bem?

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Deficiência de ferro é a carência nutricional mais comum em todo o mundo. Essa inimiga traiçoeira pode afetar o crescimento, a imunidade e o desenvolvimento cerebral dos pequenos


Ela chega de mansinho. É traiçoeira e pode passar despercebida, inicialmente. Mas os prejuízos que causa podem ser irreversíveis. A deficiência de ferro na alimentação infantil nem sempre revela sintomas imediatos, mas seus efeitos no desenvolvimento da criança podem perdurar mesmo depois do tratamento. Entender como isso acontece é o primeiro passo para proteger seu filho.

A pediatra Virginia Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta que a deficiência de ferro é a carência nutricional predominante em todo o mundo. “No Brasil, os estudos apontam uma prevalência média de anemia ferropriva de 53% em menores de 5 anos. Os dados indicam também prevalência de mais de 40% nas crianças abaixo de 7 anos de idade”, detalha.

Segundo a especialista, a causa não é mistério: erros alimentares. Veja este exemplo: para uma criança de 5 anos, a necessidade de ferro é de aproximadamente 10 mg por dia. Uma única porção de 100g de carne bovina magra cozida já contém entre 2 e 3 mg, ou seja, 20 a 30% da necessidade diária. “Não é difícil obter a dose correta por meio da dieta. O que parece difícil é comer certo”, define a pediatra.

Existem vários motivos para ser persistente e ter cuidado com a quantidade de ferro na alimentação das crianças. Um deles é que a carência do mineral consegue passar despercebida durante um período. Gradualmente, surgem sinais como irritação, apatia, desinteresse e recusa de alimentação. Um dos primeiros indícios pode ser a perversão do apetite, ou seja, a vontade de ingerir alimentos não convencionais, como arroz e macarrão crus, gelo; e até coisas que não são alimentos, como papel, terra (geofagia) e borrachas.

Em alguns casos, aparecem também palidez da pele e de mucosas, anorexia, fraqueza muscular e intolerância às atividades físicas. Esses indicativos devem ser um sinal de alerta. Mesmo antes da manifestação dos sintomas e da anemia propriamente dita, a deficiência nutricional já causa estragos.

O metal precioso da nutrição

Para que uma dieta seja balanceada, o ferro é um nutriente fundamental. Ele compõe as células vermelhas do sangue (hemácias), que transportam o oxigênio para todo o corpo; e participa de diversos processos relacionados ao crescimento, à imunidade e ao desenvolvimento cerebral. “O cérebro é o órgão com maior atividade oxidativa, sendo o ferro elemento fundamental para seu funcionamento adequado”, esclarece Virginia Weffort.

As consequências da insuficiência desse mineral vão além do cansaço ou da falta de apetite. “Crianças anêmicas podem apresentar um padrão consistente de atraso na aquisição de linguagem, da coordenação do equilíbrio corpóreo e do desenvolvimento motor, demonstrando menos reações ao ambiente, perda de prazer e de alegria”, acrescenta a pediatra Denise Brasileiro, especialista em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal e professora de cursos de Nutrição Infantil voltados para pais e cuidadores.

A anemia ferropriva associa-se negativamente também ao comportamento em sala de aula, ao aprendizado e ao desempenho nas avaliações.

As alterações no desenvolvimento neuropsicomotor e de aprendizagem podem persistir mesmo depois do tratamento. Por isso, devemos sempre prevenir alterações no depósito de ferro do organismo, orienta Denise.

Prevenção: quantidade é documento

Para prevenir todos esses problemas, o ferro precisa estar presente na dose certa. A quantidade diária ideal do mineral varia com a idade.  Bebês de 7 a 12 meses de idade precisam receber aproximadamente 11 mg de ferro por dia. Entre 1 e 3 anos, 7 mg/dia. Dos 4 aos 8 anos, cerca de 10 mg/dia. Para crianças entre 9 e 13 anos, são necessários 8 mg/dia. Para meninas adolescentes, 15 mg/dia. Já os meninos precisam de 11 mg/dia. As gestantes necessitam de uma quantidade maior, cerca de 27 mg por dia.


A ingestão de ferro é importante em todas as idades, mas alguns grupos são considerados de risco, como as gestantes, os bebês de 0 a 2 anos, as mulheres em idade fértil, as crianças em idade pré-escolar e os adolescentes. No período da adolescência, o desenvolvimento da massa muscular aumenta as necessidades diárias. Como nem sempre elas são atendidas, a carência de ferro nessa faixa etária também é muito frequente.

Aprenda a identificar alimentos ricos em ferro e turbinar sua absorção

Os alimentos de origem animal, como carne e vísceras (coração e fígado, por exemplo), além de alguns peixes, possuem o ferro na forma heme, o que permite maior absorção pelo organismo.

Os alimentos de origem vegetal possuem o ferro na forma não heme, ou seja, são absorvidos em menor quantidade. As maiores fontes estão no feijão e outros grãos como lentilha e cevada, vegetais folhosos de cor escura e na beterraba.

O truque para aumentar a assimilação do nutriente é saber quais fatores podem ajudar ou atrapalhar o processo. Para fazer o balanceamento do cardápio, no entanto, é necessário contar com a orientação do profissional de saúde. Não adianta aumentar a absorção de ferro e prejudicar fibras e vitaminas, por exemplo. Equilíbrio é tudo!

Inibidores da absorção de ferro:

- Ácido fítico – grãos, legumes e vegetais. A forma de preparo interfere na disponibilidade de ferro desses alimentos.
- Proteína do ovo – clara e gema. Apesar de o ovo ser fonte de ferro, sua absorção deve ser potencializada pela combinação com outros alimentos, como o tomate, que é rico em vitamina C.
- Cálcio, zinco, magnésio e cobre. A presença em cada refeição deve ser balanceada. Evite oferecer alimentos ricos em cálcio (queijos, leite, iogurtes, entre outros) junto com as principais refeições.
- Taninos, substâncias antioxidantes presentes em plantas, bebidas e alimentos como o café, chás, chocolate e vinho tinto. A dica é só oferecer alimentos ricos em taninos longe das refeições principais e de lanches que contenham ingredientes com maior quantidade de ferro.
- Refrigerantes.

Facilitadores da absorção de ferro:

- Alimentos ricos em vitamina C, como laranja, acerola, limão e maracujá, entre outros.
- Consumir alimentos ricos em ferro heme (origem animal) junto com alimentos ricos em ferro não heme (vegetal). Exemplo: consumir carne com vegetais e grãos contribui para a absorção.
- Fórmulas industrializadas, como leites modificados e farinhas enriquecidas com ferro, que em alguns casos específicos são indicadas para bebês lactentes, podem representar importante fonte desse mineral na alimentação desse grupo etário.

Dica:

• O feijão possui alto teor de ferro, mas com baixa assimilação, devido à presença de fitatos e taninos nos grãos. Essa absorção pode ser melhorada por meios de técnicas de preparo, como deixar o feijão de molho durante algumas horas antes do cozimento (desprezando essa água).

Você sabia?

Após o diagnóstico positivo para anemia, além da dieta rica em ferro, o pediatra pode indicar a suplementação medicamentosa (cápsulas, gotas, comprimidos). Em algumas semanas, já se observa mais disposição da criança e facilidade para concentração.

Mas você sabia que nem toda anemia é causada pela deficiência de ferro? Doenças crônicas, problemas renais, leucemia, perdas de sangue, osteoporose, enfermidades hereditárias (como a talassemia e a anemia falciforme), doenças parasitárias (a exemplo da esquistossomose e da malária) e carência de vitamina B12 também podem causar essa condição, daí a importância da avaliação pelo especialista.

Alguns medicamentos, como as drogas anticancerígenas, também levam à redução dos glóbulos vermelhos. Nem todas as anemias são resolvidas com mudanças nos hábitos alimentares. Fique atento!


 

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO

Biotônico Fontoura: sulfato ferroso heptaidratado e ácido fosfórico. MS 1.7817.0040

Indicações: é um suplemento mineral como auxiliar nas anemias carenciais e em dietas inadequadas. Dezembro/2016

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