
Com frequências as pessoas usam o termo "dor de cabeça" para se referir a um problema. Nesse sentido, praticamente todos já tiveram alguma vez na vida uma "dor de cabeça". Mas a origem desse problema na vida das pessoas é realmente a dor física. A cefaleia, o nome científico para a dor de cabeça, tem muitas causas e formas de manifestação. Em geral, são divididas em dois grupos: primárias e secundárias. As primárias são aquelas em que a própria dor é a doença, como no caso das enxaquecas. Nas secundárias, a dor é um sintoma de alguma outra doença, como por exemplo uma sinusite. Aqui vamos explicar um pouco sobre os vários tipos, mas nunca é demais alertar: se você sofre com cefaleia, procure um médico para o diagnóstico correto. Quando ela acontece com muita frequência ou intensidade, é essencial ter ajuda especializada.
É o tipo mais comum entre as cefaleias primárias. A intensidade varia de leve à moderada, e a sensação é de pressão ou aperto. A dor é bilateral, ou seja, de ambos os lados da cabeça. O "aperto" pode acontecer na testa, na parte superior da cabeça e na nuca. Dura de 30 minutos até 7 dias, mas normalmente não impede que a pessoa exerça suas atividades do dia a dia.
Uma das causa mais comum entre as cefaleias secundárias é a sinusite, uma inflamação ou infecção nos seios da face - as cavidades no interior do crânio que se comunicam com o nariz. A intensidade pode ser forte e concentrada na área da face mais comprometida. A dor se manifesta de diferentes formas: em pontada, pulsátil, ou com sensação de pressão. Sintomas como entupimento nasal e coriza costumam vir junto com a dor.
Mais comum entre as mulheres, a dor da enxaqueca é do tipo latejante ou pulsátil, de intensidade moderada a forte. É uma dor que piora com movimentos ou esforços. Frequentemente é acompanhada de aversão à luz, barulho e cheiros, além de tonturas, náuseas e, às vezes, vômitos. Em geral, a enxaqueca se manifesta em apenas um dos lados da cabeça. As crises podem durar de horas a vários dias.
Aneurismas, tumores, meningite, sinusite, gripe, glaucoma, problemas nos ouvidos, dentes: há uma grande quantidade de problemas de saúde que podem ter a cefaleia como um dos sintomas. Nesses casos, os de cefaleia secundária, é necessário tratar a doença de base para se resolver de vez a dor de cabeça.
As cefaleias primárias têm causas multifatoriais. Há uma predisposição genética nas enxaquecas e cefaleias, mas fatores comportamentais e ambientais contam bastante. Fumo, estresse, má alimentação, falta de sono, sedentarismo e depressão têm forte relação com a dor de cabeça. Assim, melhorar o estilo de vida traz um impacto positivo para evitar crises.
No caso das enxaquecas, é comum haver "gatilhos" para as crises. Para identificar o que desencadeia a enxaqueca, recomenda-se que os pacientes façam um "diário da dor de cabeça". Essa medida ajuda no diagnóstico e tratamento específicos. A pessoa deve anotar:
Algumas estratégias de relaxamento podem amenizar a dor, sobretudo nas cefaleias tensionais. São coisas simples como um banho morno e uma massagem nos ombros. Há também quem responda bem a compressas de água fria sobre o local da dor.
Independentemente do tipo, quando as cefaleias são esporádicas, analgésicos oferecem alívio. Mas os medicamentos não são um tratamento. O uso frequente de analgésicos pode levar ao surgimento de uma cefaleia crônica. Se você teve de dor de cabeça por dez dias ao mês, durante três meses, é preciso buscar orientação médica.
O comprimido revestido de Doril Enxaqueca passa pelo estômago e é absorvido pelo intestino. Em seguida, os princípios ativos do medicamento entram na corrente sanguínea, onde são distribuídos para todas as células do corpo. A ação é rápida: começa a fazer efeito em cerca de 15 minutos. Ao combinar duas substâncias analgésicas, o ácido acetilsalicílico e o paracetamol, ele se torna um medicamento que funciona até em casos de dores fortes.
O ácido acetilsalicílico é um anti-inflamatório. Atua inibindo a produção dos mediadores inflamatórios produzidos pelas células; esses mediadores são uma espécie de sistema de alarme no corpo, que leva ao cérebro a informação de dor. É como se o medicamento desligasse o sistema de alarme celular - assim, quem toma o remédio sente-se melhor rapidamente. Outro efeito do ácido acetilsalicílico é evitar que as plaquetas do sangue se juntem, o que deixa o sangue "mais fino". Portanto, em doses baixas, a substância é usada para prevenir infarto e AVCs em pacientes de risco. Mas apenas um médico pode indicar o uso para essa finalidade.
Já o paracetamol é um analgésico sem efeitos anti-inflamatórios e sua atuação principal é no sistema nervoso central.