Senhor das finais

Wawrinka vence 11ª decisão consecutiva e agora busca Wimbledon para fechar Career Slam

Do UOL, em São Paulo
Chris Trotman/Getty

Quando vence um ponto decisivo ou reage a um momento de dificuldade numa partida, Stanislaw Wawrinka aponta o dedo indicador à cabeça, como quem ressaltasse sua capacidade mental. Ele sabe que ela não é pequena. E assim aconteceu na virada contra Novak Djokovic (1º), por 3 sets 1 em 3h54min, para ser campeão do Aberto dos EUA.

A principal prova da mentalidade vencedora de Wawrinka, no entanto, vai muito além da grande decisão que protagonizou contra Djokovic. Está no fato de o suíço número 3 do mundo ter vencido as últimas 11 decisões que jogou na elite do tênis. Simples assim: quando chega à final, Wawrinka não se conforma com o vice. Dá tudo que tem para ser campeão.

A última vez que o suíço de 31 anos terminou derrotado numa decisão foi na grama de Ricoh Open, na Holanda, em 2013. Desde então, ele conquistou três títulos em 2014, quatro em 2015 e, com o US Open, conquista mais quatro em 2016.

Nestes últimos três anos, aliás, Wawrinka ganhou Roland Garros, Aberto da Austrália e Aberto dos EUA, respectivamente. Resta para ele, assim, o torneio de Wimbledon para fechar o Carrer Slam – feito de conquistar os quatro campeonatos mais importantes do mundo, como já conseguiram Roger Federer, Rafael Nadal e o próprio Djokovic. 

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Scott Barbour/Getty Images Scott Barbour/Getty Images

'Sempre tentei, sempre falhei'

A invencibilidade em finais é uma característica da maturidade do número 3 do mundo. Nem sempre foi assim, muito pelo contrário. Até os 28 anos, Wawrinka ainda não havia conquistado um torneio de Grand Slam. Sempre ficava pelo caminho. Foi quando ele resolveu fazer uma tatuagem no antebraço direito que parece ter mudado sua trajetória. 

"Sempre tentei, sempre falhei, não importa. Tente de novo, falhe de novo, falhe melhor", tatuou Wawrinka. A frase é do dramaturgo e escritor inglês Samuel Beckett, um dos mais influentes na literatura do século XX. Não poderia haver escolha melhor: um tributo à modéstia, à humildade e à perseverança.

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'Quero ser melhor do que eu'

Meu objetivo é dar tudo que eu tenho para ser o melhor que eu posso. Eu nunca tive como objetivo ganhar um Grand Slam, mas estou tentando dar meu melhor. Jogo atrás de jogo, eu fui jogando melhor
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Stan Wawrinka

Stan Wawrinka, campeão do US Open

Jogada da final: Wawrinka vence rally espetacular contra Djokovic

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Djokovic, 5 vezes vice em Nova York

Djokovic chegou à final do Aberto dos EUA aos trancos e barrancos. Foi uma campanha estranha, na qual ele completou apenas quatro dos sete jogos devido à desistência dos rivais. Mas isso foi importante para ele, na medida em que o número 1 do mundo aproveitou o descanso para recuperar-se fisicamente. Djoko sofreu com várias dores ao longo de todo o torneio e pediu atendimento fisioterápico em praticamente todas as partidas.

Ressalva feita, com a derrota diante de Wawrinka, Djokovic conheceu seu quinto vice-campeonato no Aberto dos EUA. É verdade que ele é bicampeão, mas perdeu cinco das sete decisões que disputou em Nova York. Djoko foi derrotado em 2007, 2010, 2012 e 2013 e agora em 2016, tendo vencido em 2011 e 2015. 

Eu perdi a cabeça nos momentos importantes. Isso decidiu o jogo. Acontece, apesar da experiência. Se você perde a frieza, a partida pode ir embora 

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Charles Krupa/AP Photo Charles Krupa/AP Photo

Imagem da final: Djokovic aprova grande jogada do vibrante Wawrinka

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