Glyn Kirk/AFP Andy Murray foi perfeito contra Milos Raonic e espantou o fantasma dos vice-campeonatos em Grand Slams. Ao conquistar Wimbledon pela segunda vez (a primeira foi em 2013), o escocês chegou ao seu terceiro título entre principais torneios do mundo. Ele também venceu um US Open em 2012. Até este domingo, em 10 finais de Grand Slams, Murray havia perdido oito – cinco contra Novak Djokovic e três para Roger Federer. Mas espantou a sina de vice.
“Estou orgulhoso em colocar minhas mãos nesse troféu de novo. Wimbledon é o torneio mais importante para mim todo ano. Eu tive grandes momentos aqui, mas também derrotas difíceis. O sentimento da vitória é extremamente especial por causa das derrotas difíceis”, afirmou Murray na quadra central de All England’s Park.
Entre as grandes decepções de Murray, vale resgatar a derrota na final em Wimbledon contra Roger Federer em 2012, quando o escocês chorou copiosamente após o vice-campeonato. Além da pecha de vice, ele sempre teve de lidar com a desconfiança da imprensa inglesa. O número 2 do mundo chegou a reclamar que era tratado como inglês nas vitórias e escocês nas derrotas. Após carregar o Reino Unido nas costas na Copa Davis e chegar ao bicampeonato em Wimbledon, Murray adentrou de vez à galeria de heróis britânicos.
Três anos, 12 torneios, uma cirurgia nas costas e quatro finais depois, aconteceu outra vez. Andy Murray é campeão de um Grand Slam. Com uma atuação inteligente, consistente e digna de todo seu potencial, Murray fez o gigante Milos Raonic parecer um atleta mediano, de poucos recursos, e aplicou 6/4, 7/6(3) e 7/6(2) para voltar a reinar na Quadra Central.
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Após duas tentativas frustradas com derrotas nas finais do Aberto da Austrália e Roland Garros, a americana Serena Williams enfim igualou o recorde da alemã Steffi Graf como maior vencedora de Grand Slams na era aberta do tênis.
No sábado, a tenista número 1 do mundo derrotou a alemã Angelique Kerber na decisão de Wimbledon por 2 sets a 0, parciais de 7/5 e 6/3, e agora tem 22 títulos em Grand Slams, mesmo número de Graf.
Com Serena aos 34 anos e com nível de tênis ainda muito alto, parece questão de tempo para ela quebrar o recorde. A primeira chance de deixar Graf para trás será no Aberto dos Estados Unidos, em setembro. Vale lembrar que a australiana Margaret Court tem 24 títulos de Grand Slam, mas 13 deles antes da era aberta, que começou em 1968.
O professor de tênis, número 772 do mundo, nunca havia sequer disputado um torneio ATP no simples. Após furar pré-quali e quali, o semiprofissional chegou à segunda rodada e caiu para ninguém menos que Federer.
Imagem: Julian Finney/Getty Images
Aos 36 anos, Venus se tornou a mulher mais velha a atingir uma semifinal de Grand Slam desde Navratilova em 1994, após quase se aposentar por causa de uma doença rara que causa dores musculares. Superação!
Imagem: Andrew Couldridge/Reuters
O retorno a um Grand Slam após dois anos e três cirurgias foi bem positivo para o argentino. Ele eliminou o favorito Wawrinka e chegou à terceira rodada, perdendo para o francês Lucas Pouille.
Imagem: Justin Tallis/AFP Photo
Após 42 aparições em Grand Slams, a russa enfim alcançou sua primeira semifinal. Ainda eliminou no caminho as cabeças de chave Andrea Petkovic e Dominika Cibulkova, antes de cair para Serena Williams.
Imagem: Kirsty Wigglesworth/AP Photo
O número 1 do mundo surpreendeu e decepcionou ao cair na terceira rodada para Sam Querrey. Foi a primeira vez desde Roland Garros 2009 que Djoko foi eliminado de um Grand Slam antes das quartas de final.
Imagem: Joe Toth/Pool Photo via AP
A atual campeã de Roland Garros também frustrou expectativas. Cabeça de chave número 2, foi eliminada logo na segunda rodada pela qualifier eslovaca Jana Cepelova, número 325 do mundo.
Imagem: AP Photo/Ben Curtis
Cabeça de chave número 4, o suíço pretendia fazer a melhor campanha da carreira em Wimbledon e passar das quartas de final. Ficou pelo caminho logo na segunda rodada, perdendo para Del Potro.
Imagem: Tim Ireland/AP
Os tempos de número 1 do mundo estão bem distantes para a dinamarquesa. Ela deu azar no sorteio e caiu logo na estreia para Svetlana Kuznetsova, saindo do top 50 da WTA pela primeira vez desde 2008.
Imagem: DivulgaçãoA chuva foi um dos principais personagens do Grand Slam britânico em 2016. O All England’s Park foi tomado por um aguaceiro na primeira semana e teve dezenas de partidas interrompidas e adiadas.
A própria eliminação de Novak Djokovic em Wimbledon aconteceu em dois capítulos devido à chuva. O sérvio perdeu dois sets num dia para o americano Sam Querry e foi eliminado por 3 sets a 1 no dia seguinte.
Devido ao excesso de chuva na primeira semana de Grand Slam, a organização de Wimbledon decidiu pela realização de partidas no domingo, uma exceção à regra. Foi apenas a quarta vez que isso aconteceu em 139 anos de história do torneio de tênis mais charmoso do mundo. Os domingos, tradicionalmente, são de folga, família e descanso.