No Brasileirão de 2017, ninguém acreditava no Corinthians. Mas aquele time improvável, liderado por Jô e comandado por Fábio Carille ignorou críticos e foi vencendo. O empate na estreia, contra a Chapecoense, foi o primeiro de 19 jogos sem derrotas. Foi o melhor primeiro turno da história do torneio.
A edição de 2018 ainda tem apenas duas rodadas, mas para os corintianos a história é bem parecida: o time começou o ano questionado, venceu o Paulistão de forma surpreendente e, agora, abre o Brasileirão com uma sequência de vitórias.
Para aumentar ainda mais a confiança, os principais rivais já tropeçaram. Palmeiras e Flamengo só empataram na estreia, Cruzeiro ainda não venceu no torneio, o Grêmio parou no Atlético-PR. Será que Renato Gaúcho já questiona se o Corinthians vai despencar, como fez no ano passado?
Você até pode duvidar que a história pode se repetir, mas os corintianos, como o técnico Fábio Carille, não:
É muito difícil, mas aconteceu uma vez”.
Deu assistência para Rodriguinho marcar o primeiro e fez o segundo nos 4 a 0 sobre o Paraná. Primeiro bom jogo do lateral pelo Corinthians.
Imagem: Jason Silva/AGIF
Fez o gol da vitória sobre o Cruzeiro sem querer, mas foi vital para segurar a bola no ataque. O Flu jogou com um a menos desde os 15min do 1º tempo.
Imagem: Reprodução/Lucas Merçon/UOL
Vinha sendo criticado, mas marcou duas vezes contra o América-MG. Já é o artilheiro do Flamengo no ano, com oito gols (cinco deles de pênalti).
Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo
Virou titular na vaga de Elias e não decepcionou. Deu uma assistência (para R.Oliveira) e foi o principal nome do meio-campo contra o Vitória.
Imagem: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
O jejum de dois meses sem marcar parece incomodar o atacante. Na derrota por 1 a 0 para o Bahia, ele só finalizou uma vez. E para fora.
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
O Flu jogou com um a menos, mas o argentino não criou, não chegou à frente e acabou substituído por Arrascaeta aos 15min do 2º tempo.
Imagem: © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
O volante foi titular nos 2 a 0 sobre o América-MG, mas deixou o campo criticado. Além de erros nos passes, deu espaço para o rival.
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Um dos mais regulares do tricolor, o volante foi mal no 0 a 0 contra o Ceará. Tanto que acabou saindo ainda no intervalo.
Imagem: Stephan Eilert/AGIF
Eu sou um cara muito emotivo. Às vezes, quando você empata dois jogos, você não presta, não vale nada. Então acho que não quis comemorar por isso
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Erramos muitas bolas no último passe. Eu mesmo errei. Até troquei de chuteira pra ver se era isso. Não era (risos)
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Muito ruim. Um homem a mais desde o primeiro tempo e não soubemos aproveitar
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A bola bateu na minha boca e entrou
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Fui bater e a linha de fundo estava meio molhada, escorregando
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Grêmio e Atlético-PR fecharam o domingo do Campeonato Brasileiro com um dos melhores jogos do torneio até agora. E o placar ficou no 0 a 0. Quem olhar apenas para a falta de gols pode até comparar a partida com outro empate, Ceará 0 x 0 São Paulo. Mas as duas partidas não poderiam ser mais diferentes.
Em Fortaleza, cearenses e paulistas fizeram um duelo sem graça, com poucas chances de gols e futebol abaixo do esperado. Em Porto Alegre, gaúchos e paranaenses mostraram um jeito de jogar bola diferente do que se vê em gramados verde-amarelos ultimamente.
Os dois treinadores, Renato Gaúcho e Fernando Diniz, pregam um futebol de troca de passes, que prioriza a posse de bola. Isso pode ser visto no número de passes. Foram 1149 bolas trocadas pelas duas equipes. A média do Brasileirão após 19 jogos? Apenas 835.
Maicon, volante do Grêmio, tocou a bola 99 vezes - e errou apenas cinco passes. Na semana passada, Arthur já tinha dado 98 passes, com dois errados.
Donaldo Hadlich/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO Do outro lado, Santos, goleiro do Atlético-PR, deu 25 passes certos. É o mesmo número de passes, por exemplo, de Rodriguinho na vitória do Corinthians sobre o Paraná.
O resultado disso? Um jogo cheio de alternativas, com duas equipes no ataque e muitas chances de gol. Luan, do Grêmio, por exemplo, colocou uma bola na trave e teve pelo menos mais três chances de marcar. O Atlético-PR, mesmo com um a menos a partir da metade do segundo tempo, também ameaçou o goleiro Marcelo Grohe.
Não à toa, os dois técnicos deixaram o campo satisfeitos com o que seus times fizeram:
Eu vi muitos jogos e este, disparado, foi o melhor jogo do campeonato”.
Renato Gaúcho, técnico do Grêmio.
Foi um belo jogo. Tivemos as chances e a bola não quis entrar. Mas eu tenho certeza que quem gosta de futebol, independentemente do clube que torce, ficou feliz
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No primeiro tempo, o Grêmio teve mais chances. No segundo tempo, qualquer uma das equipes poderia ter marcado
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Reprodução Rodrigo Caio deixou o Castelão neste domingo chorando. Ele chegou a dizer ao médico do São Paulo, José Sanchez, que tinha quebrado o pé esquerdo – ele teria ouvido um estalo durante um lance do empate em 0 a 0 com o Ceará. A cena tocou quem assistiu ao fim do jogo – afinal, o zagueiro luta por uma vaga na seleção brasileira que vai jogar a Copa do Mundo da Rússia e uma fratura representaria o fim do sonho. Exames preliminares, porém, descartaram a lesão mais grave.
Gilvan de Souza / Site oficial do Flamengo Julio Cesar fez, no sábado, sua última partida como jogador profissional. No Maracanã, o goleiro foi titular na vitória do Flamengo por 2 a 0 contra o América-MG e agradeceu o carinho dos mais de 50 mil torcedores que compareceram ao estádio.
“Eu não consigo mensurar na minha cabeça o carinho que a torcida do Flamengo tem pelo Julio Cesar. É indescritível. Só tenho a agradecer a todos que estiveram presente, mas gosto de colocar o Flamengo acima de todos. A instituição é o mais importante, e o objetivo era reencontrar a vitória, porque traz um ambiente leve para trabalhar. Mas claro que coincidiu com a despedida, e eu tive participação importante, com defesas importantes”, disse.
Em campo, ele foi um dos destaques do time. Segundo o Footstats, ele fez três defesas difíceis no confronto, maior índice da rodada.
O atacante começou no banco de reservas, mas foi um dos destaques do segundo tempo de Corinthians 4 x 0 Paraná. E não só por seu gol, após cruzamento de Fágner. No fim do jogo, ele foi cobrar um escanteio e levou um tombo – que, infelizmente, não conseguimos captar no vídeo acima. “Fui bater, e a linha [de fundo] estava meio molhada, estava escorregando".
Um lance pra galera dar risada em casa”.
Daniel Vorley/AGIF Após uma rodada de abertura do Brasileirão com muitas polêmicas de arbitragem, a segunda rodada foi tranquila. Ou melhor: tranquila para quase todo mundo. Se você é torcedor do Inter, pode reclamar. Na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, os gaúchos reclamaram de dois lances: uma dividida de Nico Lopes com Marcos Rocha e Lucas Lima e o gol anulado de Leandro Damião.
“Não podemos colocar uma venda nos olhos e ser prejudicado a cada jogo”, reclamou Roberto Melo, vice-presidente de futebol colorado, lembrando de um pênalti polêmico contra o Vitória, no meio de semana, na eliminação do clube na Copa do Brasil. “Hoje, uma derrota com um pênalti que alguns dizem que é duvidoso, mas é muito mais pênalti do que foi dado contra nós em Salvador. E um gol válido anulado. Não é focar na arbitragem ou transferir responsabilidade. Não podemos ser prejudicados todo jogo e aplaudir”.
Qual a maior humilhação do futebol? Se você pensou em levar uma caneta (a tradicional bola pelo meio das pernas), Neilton, do Vitória, e Vinícius Júnior, do Flamengo, são seu tipo de jogador. Olhe os dois vídeos (acima e abaixo) e escolha o mais legal.