Engordando na esteira

O melhor jeito de engordar é andar uma hora na esteira, diz fundador de Bio Ritmo e Smart Fit

Do UOL, em São Paulo
Simon Plestenjak/UOL
Simon Plestenjak/UOL Simon Plestenjak/UOL

Perder uma hora na esteira sem fazer o exercício certo pode até engordar em vez de emagrecer. A surpreendente revelação é de Edgard Corona, fundador e presidente do grupo de academias Bio Ritmo, que inclui a Smart Fit.

Ele deu entrevista ao UOL Líderes e falou por que as pessoas desistem da academia, como o celular está formando uma geração de obesos, e as dificuldades do brasileiro em cuidar de si, por trabalhar demais e ter transporte ruim.

Você não vai emagrecer se subir na esteira sem planejamento

Caminhar na esteira por uma hora sem o planejamento correto pode até engordar em vez de emagrecer. O fundador e presidente do grupo Bio Ritmo, que inclui a Smart Fit, Edgard Corona, fala neste trecho de sua entrevista por que as pessoas desistem de ir à academia, como atender aos objetivos dos alunos (emagrecer, ganhar músculos) e de que jeito a malhação pode render mais em menos tempo:

No mundo moderno hoje, você acaba entrando e saindo diversas vezes de um negócio. Às vezes o cara vai lá na academia, faz 6, 8 meses, aí tem uma outra prioridade, vai fazer um curso de inglês ou tem um mês mais carregado e acaba interrompendo o plano e voltando dois meses depois. Essa é uma razão de desistirem. Mas acho que é também um pouco de falha nossa na entrega. Nós estávamos errando.

Um dos nossos pós-graduados que trabalham com a gente me fala que a forma mais segura de engordar uma pessoa é fazer esse cara andar uma hora por dia numa esteira ao longo de um mês. O sujeito vai gastar 200 calorias, que não é nada, não vai acelerar o metabolismo, vai sair com fome e vai se achar no direito de comer duas ou três barras de chocolate porque se exercitou uma hora, e acaba engordando

O grande segredo dessa história é acelerar o metabolismo de repouso. Isso significa o seguinte: eu parado aqui, sem me exercitar, gastaria 2.100 calorias por dia pelo meu tamanho e peso. Como eu me exercito, há uma alteração no meu metabolismo que me faz gastar 2.700. Eu gasto 600 calorias a mais parado, deitado numa cama, por me exercitar.

O meu metabolismo me permite comer mais ou me manter em forma ou, se eu me alimentar um pouco menos, posso perder peso. E essa prática você consegue fazer enganando o cérebro. Fazendo treinos estruturados e intensos em 20 a 30 minutos 3 vezes por semana. E esse efeito se prolonga ao longo da semana.

A consequência é que as pessoas acabam tendo resultados e acabam ficando mais na academia. Então, acho que essa mudança de entrega, usando mais conhecimento e tudo o que tem de tecnologia disponível, faz com que a pessoa fique mais e seja mais longevo no exercício.

É preciso atender o que o cliente busca na academia

Já está mudando. Corrigimos dentro da Bio Ritmo recentemente: você tinha um desalinhamento entre a missão da empresa e a missão do time. O que nós corrigimos? A primeira pergunta: o que o cliente vem buscar aqui?

80% das pessoas vêm buscar perda de peso, entrar em forma, hipertrofiar porque se acha fraco, ou então aprender a fazer exercício, porque era sedentário

Essas quatro coisas precisam estar bem estruturadas através de um processo pedagógico. Para perda de peso, nós temos um núcleo de formatação de treinamento com professores graduados e pós-graduados, pessoal especialista na área, que formata em função do nível de atividade, se está sedentário, se está começando, se está intermediário ou é um cara condicionado.

Numa faculdade, o professor não dá o que ele quer, ele tem um programa pedagógico para entregar. Nós estávamos sem. Na hora em que você coloca isso na trilha, você alinha, o professor passa a ser um cara que entrega um processo pedagógico e aí você faz a sua escolha de que tipo de serviço você quer contratar.

Se o sujeito chega à academia, treina que nem um louco, depois de um mês ou 40 dias ele não perdeu um quilo, não está se sentindo melhor, não está mais forte, ele vai achar que isso aqui não funciona

A primeira parte da equação é ter resultado, a segunda é ter resultado numa eficiência de tempo porque ninguém tem duas horas para treinar. Entregar resultado, em 30 ou 40 minutos, três vezes por semana e de uma forma que você passe por uma experiência sensorial, divertida. Lógico que nunca é lúdica porque pressupõe um certo nível de esforço.

Você pode pedir esforço por uma hora e meia ou pode pedir por 20 ou 30 minutos. Vinte ou trinta minutos é dolorido, é desafiador, mas quando você vê o efeito, se anima e vai lá porque está dando resultado, está mais bonito, aumenta a autoestima, aumenta a confiança, e a vida fica melhor. O sujeito começa a se entusiasmar por aquilo

Exercícios para emagrecer deitado

Brasileiro trabalha demais e não tem tempo de se cuidar

O fundador da Bio Ritmo e da Smar Fit, Edgard Corona, diz que o brasileiro muitas vezes não faz atividade por falta de tempo: trabalha muito e não tem um sistema bom de transporte público para se locomover pela cidade. Também mostra que treinar demais atrapalha o condicionamento físico, conta que a Smart Fit nasceu de uma conversa com funcionárias de um café na Bio Ritmo e revela como são criados os novos treinos da academia que fazem o corpo perder calorias mesmo se estiver parado. Leia a seguir:

Nós temos uma dificuldade no Brasil, que é o tempo para se cuidar. Um dia eu estava numa loja na Nova Zelândia, comprando um item qualquer, e a vendedora virou me falou: "Estamos fechando, o senhor volta amanhã". Eram 17h, eu estava para passar no caixa e não teve conversa, ela meteu a chave, pegou um transporte público de qualidade e foi para a academia.

Não é o que acontece no nosso Brasil. É sufoco, apertado no metrô, é a carga de trabalho, as distâncias, os tempos de deslocamento são muito grandes.

Nós temos um nível de dificuldade muito maior para o sujeito ter esse momento para cuidar de si próprio. Tem que ter mais sacrifício nesses grandes centros urbanos desorganizados, caóticos que nos temos aqui

Isso posto, eu acho que a grande dica é que nós erramos, porque também a entrega era inconsistente, a gente prometia e não entregava. E quando promete e não entrega, se o sujeito não tem o resultado, ele conclui que não está funcionando. Essa mudança, olhando para o foco da entrega, tentando entender o que faz a diferença, nos permite trazer mais gente para dentro.

A média que nosso aluno vai à academia é de oito vezes por mês, duas vezes por semana. A gente acha que para a Smart é bastante significativo, dada a dificuldade de transporte. É acima da média mundial (1,3 vez por semana). Com isso, pelo menos as pessoas melhoram a qualidade de vida.

Cerca de 15% a 17% dos clientes ficam de 45 a 60 dias sem aparecer

Mas aí tem férias no meio, ou o sujeito naquele mês se atrapalhou, está fazendo um curso ou está na faculdade, na prova. Só uns 3%, 4% ficam um tempo longo pagando mensalidade sem ir, esquecendo de cancelar. O resto cancela mesmo.

Tem sempre a turma do overtraining. Fazem musculação todo dia, e o efeito não vem, o músculo não cresce. Eles treinam demais e o resultado acaba não vindo porque não seguem a recomendação

O professor explica que precisa dar um tempo de o músculo se restabelecer. Mas é um momento da vida, todo cara que começa, no primeiro mês, quer tirar o atraso, tem cara que vem todo dia e não precisaria vir. Depois acaba entrando na rotina normal.

Smart Fit começou com ideia de vendedoras de uma cafeteria

Quando a gente começou a Smart Fit, o desenho saiu de um café na porta da Bio Ritmo com duas senhoras, que trabalhavam lá e me perguntaram quando eu ia montar uma Bio Ritmo perto da casa delas. Falei que não sabia, perguntei se achavam que teria público? E elas disseram que sim. Perguntei quanto achavam que podia custar isso. Disseram que conseguiam pagar uns R$ 80.

Quando lançamos a Smart, a mensalidade era de R$ 49 a R$ 69. Aquilo ficou na minha cabeça.

O propósito foi democratizar o fitness de alto padrão. Era para trazer a pessoa que está na comunidade e o sujeito que está no Leblon, para frequentarem o mesmo espaço porque aquilo é uma experiência

A gente inicialmente usou musculação e cárdio porque 70% do pessoal vinha por conta disso. Nas academias em geral, cada professor dava um tipo de treino diferente, o que não demonstrava uma consistência no método pedagógico, o aluno não se sentia muito assistido. Com o modelo Smart, mais focado, a um preço de R$ 49 a R$ 69 você passa a atender 70%  do mercado que procurava aquilo.

E tirando um zero do preço. Com a mesma máquina, a mesma sofisticação, o mesmo vestiário.

Treino funcional para acelerar o metabolismo

Na sequência, pensamos o que mais poderia agregar na história. Esse treino funcional que a gente desenvolveu começa sendo criado no escritório. Os especialistas pensam em treinos com o máximo de intensidade, movimento simples, mas com as cargas adequadas para dar segurança. Ou seja, não posso dar um exercício em que o sujeito passe mal. Mas tenho que dar um exercício em que ele acelere o metabolismo. Então a turma que entende disso monta as estruturas de carga.

Uma acelerada de bicicleta, depois tem um exercício mais leve, um mais pesado, um mais leve, tem lá uma oscilação para isso. A gente colocou isso num vídeo e esse vídeo está nas telas das unidades, acompanhado por um professor. Cada turma tem na sua tela o que vai executar.

E a gente usa o instrutor que está na sala só para corrigir. Isso é transmitido para a rede inteira. A criação ficou muito mais simples e a entrega muito mais efetiva porque quem desenvolveu isso é especialista nessa história, e o professor que está lá é especialista em corrigir postura, em dar o incentivo para que o cara atinja um limitezinho a mais do que se ele estivesse sozinho. A gente passou a agregar isso na Smart Fit há um ano.

A gente colocou uma sala de aula que, na verdade, é um estúdio de dança, é uma grande discoteca, uma grande balada. Tem iluminação, som legal, dança. Você perde peso e faz exercício dançando como se estivesse em uma balada. E isso trouxe um outro público que a gente não estava atingindo

Você tinha uma academia com uma decoração padrão, chamava um grande arquiteto, esse cara dava uma linguagem una para a academia como um todo e essa linguagem dava a mesma experiência.

O consumidor quer viver fantasias, experiências diferentes

Então pensei: em vez de ter uma decoração una, vamos criar cinco espaços diferentes, com cinco entregas diferentes, todas elas dando objetivo de acelerar metabolismo, de dar o resultado que o cliente busca, mas em cenografias diferentes.

Temos um race bootcamp, que é uma aula de esteira com funcional, a sala é vermelha, a temperatura é mais quente, o professor está paramentado como se fosse um militar e ele acaba incorporando, todos eles acabam virando uns bons sargentos.

Em outra sala, há aula de ioga, e você quer estar dentro da Índia para aquelas experiências sensoriais. Então temos pequenas academias diferentes integradas num espaço. Segunda-feira é membro superior, terça-feira é membro inferior, de forma que o cliente possa migrar entre as diversas opções, o que reduz aquela coisa de ficar meio chato. Você muda sempre o estímulo, a frequência, a diversão e isso está dando resultado.

Agendamento de aula reduz desistência na academia

E temos agendamento pela internet. Deu certo no cinema. Reserva seu lugar no sábado à noite e não fica na fila e não perde o filme. Conosco não é diferente. Vou acordar às seis da manhã para chegar lá e não ter o meu lugar na aula? Não vou. Aí a aula esvazia porque o sujeito fica na dúvida e não vai. Pusemos o sistema de reserva e isso começou a aumentar a demanda, pusemos mais aula e tem mais gente vindo. E aí as pessoas desistem menos da academia.

A gente começou a pensar em 2014 e implantamos em 2016 em uma boa parte delas. Criamos um projeto novo, que é o Morumbi Town, que incorpora todas essas inovações, e agora a gente está fazendo um retrofit das unidades. Até o final do ano toda a rede vai ter de quatro a cinco desses cinco produtos.

Se treinar sem perder 1 kg, desiste da academia

Nossa lei trabalhista é de 1940, e estamos chegando a 2040

A reforma trabalhista ainda foi tímida, diz o fundador e presidente do Grupo Bio Ritmo, Edgard Corona. Para ele, o Estado tem de ficar menor, para ser mais eficiente e atrair menos corruptos. Veja neste trecho da entrevista suas ideias sobre política e economia:

Nós sofremos muito com a crise econômica porque cresceu o desemprego, e a renda familiar cai sempre de alguma forma. O mercado de fitness como um todo. O fechamento de academias no ano passado foi muito grande. Neste ano foi um pouco menos, porque quem tinha de fechar já fechou. Ainda está oscilando um pouco, mas parou de cair e eu acho que agora a tendência é a coisa voltar devagarzinho.

Acho que a reforma trabalhista foi tímida, porque é só olhar para a Europa. Os países mais arrebentados da Europa são a França e a Itália [onde há grande proteção ao trabalhador]. A  nossa CLT é a Carta del Lavoro, do Mussolini

A Itália está quebrada, não cresce há não sei há quanto tempo, tem 20% de desempregados e isso numa Comunidade Econômica Europeia. A nossa legislação não prevê o computador, local de trabalho em casa. 

A nossa legislação trabalhista está desenhada para 1940, e nós daqui a pouco chegamos a 2040. Então tem alguma coisa que precisava ajustar para melhorar a empregabilidade, para o país ser mais competitivo, para ter mais emprego e para que a população ganhasse mais dinheiro. A legislação trabalhista hoje é penalizante.

A reforma previdenciária também acho tímida. Temos aquela história de que o governo vai me dar, mas o governo não dá nada, o governo pega o seu imposto, o meu imposto, joga inflação em cima da população mais carente para sustentar uma casta que tem tido uma série de privilégios.

Você não pode ter um assessor da Câmara dos Deputados ganhando R$ 25 mil, aposentando-se aos 25 anos de trabalho, com os R$ 25 mil integrais, sem nunca ter contribuído. E é essa turma que faz confusão. O sujeito mais humilde, não é esse cara que está no protesto, não é esse cara que está criando essa confusão. Esse sujeito está pagando essa conta com falta de saúde, com falta de escola, para sustentar essa turma que está aí.

O Brasil criou uma monarquia, tem a nobreza e tem o povo. O povo que agora tem a chance de ter uma história um pouco melhor, porque não vai ter dinheiro para todo mundo. Então nós temos um impasse.

Precisamos ter a coragem de fazer essas reformas para reequilibrar o orçamento e o Brasil virar o grande foco de investimento do mundo. Quando juntamos essa história da Lava Jato mais as reformas, nós temos a chance de ser um país de destino de investimento

A Europa não pode ser destino. Na China, não temos muita segurança. E aqui você não tinha muita condição de entrar em concorrência porque tinha algumas coisas estruturadas de uma forma errada. Agora você tem um monte de oportunidade de dinheiro de fora vir e fazer o país crescer efetivamente.

É muito claro que, além de tudo isso aí, nós precisamos reduzir o tamanho do Estado, porque não é uma questão só de partido. É que o Estado grande dá a oportunidade para a ineficiência, para os 30 mil cargos que nós não precisamos ter, acho que essa história pode ajudar a mudar o nosso país

Você tem de reduzir o tamanho do Estado, porque o sistema de saúde não funciona, o ensino é uma vergonha, estamos piorando o ensino secundário. Toda a história aqui é ideológica, ninguém está preocupado com um projeto de país, todos esses partidos estão preocupados com projetos de poder.

Por que a turma vai com tanta vontade de comer o presunto? Porque o presunto é grande. Na hora em que você encolhe o tamanho do presunto, vai sobrar gente que quer efetivamente mudar o Brasil.

Hoje tem a turma do quanto pior melhor, porque se ficar muito ruim, dá chance de voltar ao poder, e ninguém está pensando no país daqui a 20 anos. E essa é a grande tristeza que nós temos. Nós precisamos pensar e viver para o Brasil e não do Brasil.

Porque eu tenho filho que eu quero que fique aqui, eu tenho um monte de gente que trabalha comigo. Meu time de colaboradores merece um país melhor e nós temos que fazer isso, encolher o Estado.

E botar nessas contratações de obras e serviços o que tem lá fora. Traz uma seguradora que vai garantir os custos de uma obra pública. Por quanto você orçou a obra? Orçou por R$ 1 bilhão? A seguradora vai garantir que você vai entregar por R$ 1 bilhão.

Se custar R$ 2 bilhões, a seguradora paga a diferença. Não tem mais aquele reajuste de preço, aditivos. Essa coisa precisa acabar. Nós como sociedade não podemos mais aceitar um negócio desses. Precisamos ter um país em que todo mundo prospere e, para isso, não podemos ter esse grau de desperdício da máquina pública.

Com celular, estamos criando geração de obesos

O Grupo Bio Ritmo é assim

  • Fundação

    1996 (av. Santo Amaro, em São Paulo)

  • Funcionários

    5.000 (administrativo e professores)

  • Alunos

    1,3 milhão

  • Unidades

    30 da Bio Ritmo e 357 da Smart Fit no Brasil e na América Latina (México, Chile, Republica Dominicana, Peru, Colômbia)

  • Faturamento em 2016

    R$ 1 bilhão

  • Faturamento previsto em 2017

    De R$ 1,25 bilhão a R$ 1,3 bilhão

  • Porcentagem de mercado

    12%

  • Principais concorrentes

    Bio Ritmo: Bodytech, Cia Athletica, Competition e Reebook; Smart Fit: Just fit, San Diego

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Empresa precisa ouvir o cliente o tempo todo

O tempo todo verificamos reclamações de clientes. O não ter o ar-condicionado, não ter o conforto, o dia inteiro estamos checando essa história, o nível de conforto. Senão o cara vai correr na rua. Tem de ter a máquina [de ginástica], tem de parecer como se tivesse sido inaugurada ontem. E, às vezes, essa é uma coisa que me tira um pouco do sério. Às vezes, a turma do nosso escritório central não dá a devida atenção para a ponta, porque a ponta é a expressão da necessidade do cliente. Então a gente monitora isso o tempo todo. Quebrou, conserta, resolve porque o cliente tem de ter um nível de conforto o tempo todo. A parte material é fundamental, não é só conversa, não. Você não pode querer fazer tudo. Ter pilates, ser o melhor em natação etc. Quando você quer fazer tudo, você não é nada. O cliente quer olhar e entender que aquilo foi formatado para ele. Se 80% das empresas do mundo deixassem de existir, não fariam falta nenhuma. A pergunta que você tem de se fazer é a seguinte: se a Smart Fit deixar de existir, vai fazer falta?

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Novas carreiras exigem que você seja eclético

Acho que 85% das profissões vão ser impactada nos próximos 15 anos por conta dessa nova onda de tecnologia. Então uma formação mais eclética, mais humana, entendendo o comportamental, saber ser líder, saber trabalhar em equipe, Tudo isso faz diferença. Essa formação mais eclética acho que é importante. Primeiro, trabalhe por propósito, para fazer a diferença, faça o que você acha que você gosta de fazer, porque não adianta você forçar o cara fazer uma coisa para a qual ele não tenha talento. Vá atrás do seu talento. O meu filho precisa ser advogado? O cara pode ser um bom músico. Se o cara tem talento para a música, gosta daquilo e vai ser isso, foca naquilo que você acha que tem talento e trabalha nisso para fazer a diferença na vida de alguém. Você vai ter um resultado. Não adianta você forçar porque tal profissão está dando dinheiro, porque você pode ser um cara medíocre naquilo. Não foca no dinheiro, foca na sua vocação e aí você trabalha para ser o melhor naquilo, e o resultado vai acabar vindo.

Simon Plestenjak/UOL e Arte/UOL

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