Robinho, 30 anos. Kaká e Adriano, 32 anos. Ronaldinho, 34 anos. Pela idade, todos poderiam ter jogado em 2014 como herdeiros do legado de Ronaldo e Rivaldo, mas encerraram seus ciclos muito antes. Por motivos dos mais diversos, as estrelas que sucederam os heróis do penta não sustentaram suas carreiras no mais alto nível internacional. A responsabilidade do ciclo 2010-2014, então, ficou sobre os ombros de Neymar, Oscar, Lucas, Pato, Ganso...e só os dois primeiros conseguiram chegar ao Mundial do Brasil.
"Em 2006, eu fui a renovação nos clubes e na seleção. Em 2011, eu já era um dos mais velhos podendo participar com os mais jovens", relembra Elano, um coadjuvante da geração anterior que, na ausência dos craques, foi obrigado a assumir papel de "mentor" dos jovens na Era Mano.
Desde 2010, quando o quinteto surgiu, a experiência sempre foi uma questão para a seleção brasileira. Neymar e companhia passaram três anos, entre 2010 e 2013, pressionados por não terem vitórias contra campeões do mundo. Na Copa, já sem Pato e Ganso, o Brasil tinha como protagonistas garotos na casa dos 22 anos. Sem o camisa 10 em campo, machucado, Oscar terminou o Mundial como um dos mais abalados após o 7 a 1.
"A seleção é muito dinâmica, é momentânea. Cada momento que você está presente é preciso sempre estar ganhando, convencendo, para que permaneça. Se o jogador entra e o time não ganha, às vezes a coisa não vai bem pelo contexto, isso acaba pesando. Quando não se conquista na seleção, vai enfraquecendo", analisa Elano.