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Regulamentação das alternativas ao cigarro em pauta

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O número de consumidores de vaporizadores e produtos de tabaco aquecido no Brasil cresce ano a ano Imagem: BAT Brasil

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26/11/2021 18h37

Em dezenas de países, vaporizadores e produtos de tabaco aquecido são adotados por adultos fumantes no lugar dos cigarros tradicionais. O que você sabe sobre esses produtos?

Quem anda pelas ruas das principais cidades do País com certeza já viu alguém com um pequeno dispositivo na mão, expirando um vapor, porém sem segurar um cigarro aceso. Provavelmente, essa pessoa está utilizando um vaporizador ou um produto de tabaco aquecido, que são alternativas ao consumo dos cigarros tradicionais. Em 2020, o total de consumidores desses dispositivos no Brasil era estimado em 1 milhão de pessoas, o dobro de 2018. Uma vez que vaporizadores e produtos de tabaco aquecido podem ser capazes de oferecer expressiva redução da exposição às substâncias potencialmente tóxicas normalmente emitidas na combustão dos cigarros tradicionais, que é a queima do fumo, avalia-se que o número de consumidores continua crescendo atualmente.

Hoje, quase todos esses consumidores adquirem cigarros eletrônicos contrabandeados, já que a venda legal é proibida no Brasil desde 2009. No entanto, em junho de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou formalmente uma "avaliação dos impactos à saúde decorrentes do uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar", processo que pode resultar na revisão dessa proibição estabelecida pela própria Agência.

A principal justificativa para a regulamentação, além de evitar a venda ilegal de produtos sem qualquer controle sanitário e que não recolhem impostos, é a contribuição para a potencial redução dos riscos à saúde de adultos fumantes que não optaram por parar de fumar. Esse conceito já é seguido por dezenas de países onde a comercialização dos vaporizadores e produtos de tabaco aquecido é autorizada e regulamentada.

O sistema público de saúde do Reino Unido, por exemplo, recomenda a troca dos cigarros convencionais por vaporizadores como estratégia para a diminuição do risco à saúde dos adultos fumantes. Os resultados têm sido vistos na prática: no início do ano, o principal órgão de saúde do governo britânico apontou que mais da metade das pessoas que usam vaporizadores têm o objetivo de reduzir ou parar por completo o uso dos cigarros tradicionais e que, destes, 60% conseguiram deixar de fumar apenas com o uso de vaporizadores. O Ministério da Saúde do Canadá (Health Canada), país em que há um rígido controle do tabaco, também reconhece que a substituição os cigarros por vaporizadores pode reduzir a exposição à substâncias tóxicas.

Tecnologia no lugar da combustão

Para satisfazer o fumante, o cigarro tradicional precisa queimar o tabaco. E é essa combustão do fumo que provoca a liberação de substâncias químicas potencialmente tóxicas, num processo chamado "pirólise", que é a transformação de um composto orgânico em outras substâncias através da queima. Os vaporizadores e os produtos de tabaco aquecido funcionam de forma diferente.

Em comparação ao cigarro tradicional, ambos dispositivos utilizam temperaturas muito mais baixas para vaporizar o líquido ou aquecer o tabaco. Sem combustão. Isso reduz substancialmente o número de substâncias potencialmente tóxicas liberadas. Essa conclusão está presente em estudo recente, capaz de demonstrar que, enquanto a combustão do cigarro tradicional libera entre 100 e 150 substâncias potencialmente tóxicas, esse número cai para cerca de 20 com o uso dos dispositivos de tabaco aquecido e, nos vaporizadores, para apenas cinco, aproximadamente.

Direito de escolha

Associações de consumidores, como a World Vapers' Alliance, que reúne 23 comunidades de "vapers" e possui mais de 14 mil associados ao redor do mundo, defendem o direito de escolha dos consumidores. Em julho, a Aliança lançou uma campanha mundial para dar visibilidade ao apelo de milhões de consumidores. "O melhor modo de vencer o hábito de fumar é promover a vaporização como parte das políticas de saúde pública", afirma Michael Landi, diretor da organização. "Nossa campanha combina o ativismo digital e do mundo real para garantir que os governos aproveitem essa oportunidade", afirma.

O microempreendedor Emerson Amorim, paulistano, de 49 anos, é adepto dos vaporizadores há quase três anos e, desde então, nunca mais acendeu um cigarro. "O vaporizador está para o cigarro assim como o veículo elétrico está para o carro a gasolina", afirma.

Infográfico - BAT Brasil (750x421)

COMO FUNCIONAM OS VAPORIZADORES

Os vaporizadores são dispositivos à bateria que, através do aquecimento, produzem vapor de um líquido que pode conter nicotina e aromatizantes. Esses produtos não contêm tabaco in natura em sua formulação e podem vir em diversos modelos diferentes. Como o vapor é inalado, eles reproduzem o gestual a que os fumantes estão habituados.

Há dois sistemas de vaporizadores: os abertos, em que os consumidores inserem por conta própria a substância a ser inalada, e os fechados, onde o líquido vem em cartuchos pré-carregados e não recarregáveis. Por utilizar cartuchos, o sistema fechado reduz o risco de manuseio impróprio, adulteração, vazamentos e até da introdução de substâncias inadequadas, capazes de oferecer risco adicional à saúde.

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COMO FUNCIONAM OS PRODUTOS DE TABACO AQUECIDO

Esses dispositivos funcionam com a inserção de uma barra de tabaco num compartimento em que há uma bateria. Ligado o sistema, essa barra começa a ser aquecida. Como no caso dos vaporizadores, o ar entra no aparelho no momento da inalação e gera o aerossol. Importante ressaltar que, em ambos dispositivos, não há produção de fumaça, mas sim do aerossol.

A diferença é que os produtos de tabaco aquecido contêm tabaco. Só que, em vez de queimá-lo a 900°C como o cigarro tradicional, esses dispositivos apenas aquecem o tabaco a aproximadamente 240ºC. É por isso que, conforme estudo citado anteriormente, a concentração das substâncias potencialmente tóxicas no aerossol, resultantes do processo de aquecimento, podem ser significativamente menores do que na queima do tabaco.

Esta é uma página de autoria de BAT Brasil e não faz parte do conteúdo jornalístico do UOL.

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